CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Agricultores europeus em guerra apontam desequilíbrios no sistema do agronegócio!

Publicado em 26/02/2024

Divulgação
Tejon no Salão de Agricultura da França

Diretamente da França, o Salão de Agricultura abriu neste final de semana com a presença do presidente Macron, mas uma grande confusão, um povo gigantesco na porta e 3 horas para entrar. Realmente muita manifestação como eu nunca vi aqui. Manifestação de agricultores e gente pedindo justiça para os agricultores europeus. Eles exigindo que sejam impostas as mesmas regras do mercado europeu a todos os demais países.

E uma carta de solicitações, de demandas, com relação a agricultores terem direito a um preço justo com paridade, os agricultores terem por parte dos órgãos competentes uma planificação da sua produção com preço justo, também com relação aqui a uma grande crítica ao sistema financeiro em volta dos agricultores, solicitação de uma reestruturação das dívidas dos agricultores europeus, ou seja, uma série de demandas gigantescas. Praticamente uma mobilização com nível alto de revolta, de fúria, de ira, e o presidente Macron para entrar aqui no Salão de Agricultura, se não fosse a força militar não entraria e não sairia.

Realmente uma demanda gigantesca e uma mobilização que eu nunca vi igual. Eu participo desse Salão de Agricultura já há alguns anos e sempre foi muito tranquilo. Desta vez uma multidão impressionante e os agricultores querendo rediscutir o sistema do agronegócio como um todo, reclamando do poder financeiro, reclamando do poder do setor agroindustrial e aqui com demandas que seria necessária uma revisão dos elos que formam esse sistema.

E mencionam aqui também uma crítica à oligarquia financeira, e que este setor oligarca-financeiro, é assim que o pessoal aqui está colocando, que prejudicam os agricultores e que também eles criticam a ideia de colocar agricultores contra agricultores do mundo, ou seja, há um movimento muito grande aqui na Europa e na França com relação aos agricultores, a situação que têm, apesar dos subsídios, apesar disso tudo que a gente sempre coloca claramente aqui no Brasil enquanto a nossa agricultura é na raça mesmo, porém eles estão aqui com muitas reclamações de um desbalanceamento nos elos da cadeia produtiva que envolvem os agricultores com os demais agentes do setor e também pedindo aqui uma exigência que todo produto externo tem de seguir as mesmíssimas regras e coloco aqui que praticamente a partir do ano 2000 os franceses dizem aqui que dobrou a importação de produtos externos pela França.

Então vamos ver e neste domingo passado, foi o dia que celebramos no Brasil, dia 25 de fevereiro, Dia do Agronegócio, então que o nosso agronegócio prospere e que o diálogo e o Agroconsciente impere, porque eu creio que essas manifestações aqui europeias terão repercussão no mundo inteiro para que possa haver um encaminhamento correto do justo diálogo, e do justo comércio entre os elos das cadeias produtivas e, necessariamente, os produtores merecem, sim, uma atenção mais delicada e mais especial.

A biantôt (até logo)!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Feijão só 13 quilos por habitante/ano. Podemos dobrar de tamanho. O feijão nos anos 70 representava cerca de 21 quilos/habitante/ano. E vem caindo no consumo per capita. Quero perguntar, por quê? O mercado mundial de feijão movimenta em torno de 22 milhões de toneladas. O Brasil consegue vender para o mundo apenas cerca de 220 mil toneladas ano e importamos feijão preto conforme as safras.
The lack of a strategic planning for the Brasilian “Agribusiness” integrated system implies polarisation and dissatisfaction among the numerous actors and, even more, involves ideological biases and political lines. As we´re speaking, the Safra Plan and the Tax Reform are multiplying discussions and campaigns carried out by segments and sub-segments, against each other.
O autoengano é o pior de todos os enganos. Nos contos de fada sempre surge a hora de “quebrar o encantamento”. Ou seria se desencantar com uma forte convicção que foi colocada na mente que impossibilita a pessoa, o personagem, aquele reino, de mudar e de fazer cumprir um destino virtuoso ao invés de viver condenado a repetir os mesmos infortúnios ao longo da eternidade.
Perguntei a Dra. Adriana Bandeira de Mello, diretora de Tributos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), se a reforma tributária é boa, ruim ou depende para o agronegócio.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite