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DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Caatinga será um celeiro de alimentos sustentáveis, e Tânia Zanella assume a presidência do IPA

Publicado em 13/12/2024

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O PL 1.990/2024, de autoria da senadora Janaína Farias do PT-Ceará, institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga.

Tânia Zanella assume a presidência do IPA – Instituto Pensar Agropecuária. O PL 1.990/2024, de autoria da senadora Janaína Farias do PT-Ceará, institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga. O projeto foi aprovado nesta semana com o apoio técnico do Instituto Escolhas. “A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e um dos mais vulneráveis do país”, afirmou Rafael Giovanelli, gerente de pesquisa do Instituto Escolhas.

A caatinga sofre com mudanças climáticas e essa política nacional objetiva criar condições para garantir segurança hídrica e alimentar, emprego e renda para a população.

Nós já destacamos aqui ações importantes do cooperativismo na área, como a Coopercuc – Cooperativa Agrofamiliar de Canudos, Uauá e Curaçá, com doces geleias, sucos e polpas produzidos com frutos do sertão, agregação de valor, exportação. Essa cooperativa, por exemplo, nasceu da união de 44 pessoas, 24 mulheres e 20 homens. É um exemplo extraordinário onde agora poderíamos esperar que esse bioma, que envolve cerca de 11% do território nacional dos estados nordestinos e o norte de Minas, no Sudeste, possa criar muita dignidade de vida e saúde para todos.

Caatinga tem um clima tropical semi-árido e secas aceleram o processo de desertificação. Há cerca de 1 milhão de hectares de desmatados na Caatinga para serem recuperados e os números, oriundos dessa ação, podem significar mais de 29 bilhões de reais em receitas líquidas, além de produzir 7 milhões de toneladas de alimentos e capturar mais de 702 milhões de toneladas de carbono da atmosfera.

E para haver esse replantio com mais de 1 bilhão de mudas será necessário organizar mão de obra especializada, onde se calcula a geração de 465 mil empregos.

Neste momento está sendo organizada na Arábia Saudita a COP-16 - Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

“Esse projeto sendo aprovado na Câmara dos Deputados será também um marco importante para a COP-30, em 2025, em Belém do Pará”, conclui o Instituto Escolhas.

O cooperativismo será de vital importância para obtermos sucesso dentro desta ação bem-intencionada e fica aqui nosso registro de que a presidência do IPA, a partir de 2025, será exercida por Tânia Zanella que é a atual superintendente do sistema OCB – Organização das Cooperativas do Brasil. E o IPA é a entidade voltada ao desenvolvimento e fortalecimento do setor agro no Brasil. Reúne todas as entidades das cadeias produtivas do agronegócio.

Então que possamos ter um agroconsciente olhar do cooperativismo nas boas iniciativas como este PL da caatinga e a próxima COP-30. Desejamos sucesso a Tânia Zanella agora na presidência do IPA, onde com firme convicção acreditamos legitimamente de que através da filosofia cooperativista conseguiremos, sim, tornar esses sonhos em realidade.

Doravante a fórmula do desenvolvimento será na síntese simples, porém vital, que significa a visão: “one planet, one health” – um planeta, uma saúde para todos.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Conversei com Pedro Ronca, diretor da Fundação Mundial do Cacau (WCF), que nos explica a situação dos preços do cacau, e as ações da maior reunião do setor mundial ocorrida semana passada em São Paulo, onde a grande síntese é que somente através da sustentabilidade teremos resiliência para a produção agrícola doravante.
Na COP30, além da Unica - União da Indústria de Cana de Açúcar e Bioenergia, com seu presidente Evandro Gussi, colocou formalmente que a transição energética global precisa sair do discurso e entrar na fase de execução imediata e que deverá triplicar de tamanho até 2030, incluindo aviação e setor marítimo; também o MBCB – Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil – está com seu presidente José Eduardo Luzzi, em Belém, a quem eu pedi os pontos essenciais para essa transição.
Somos potência para dobrar de tamanho em tudo. E principalmente onde já possuímos ativos concretos, conhecimento, inteligência humana, e exemplos honestos e legítimos. Nos últimos 50 anos o que passamos a chamar de “agronegócio”, um sistema envolvendo a agropecuária com a ciência, insumos, mecanização, indústria, agregando valor, comércio e todo setor de serviços passou a representar 27,4% do PIB nacional. Esta conta hoje é “contada” pelo Cepea/Esalq. Portanto, em um PIB total brasileiro de US$ 1.92 tri em 2022, o agronegócio representou US$ 526 bilhões.
Franke Hobold, CEO da Plasson no Brasil, ressaltou o crescimento da empresa em 2025, 43%, do setor também, mas alertou para a administração dos ciclos dentro do agronegócio.
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