CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - “Cacau brasileiro: gente, floresta e cultura”: propaganda excelente WCF. E tem festa do cacau no Instituto Biológico-SP

Publicado em 28/03/2025

Divulgação
IV Festa do cacau, no Instituto Biológico em São Paulo

Conversei com Pedro Ronca, diretor da Fundação Mundial do Cacau (WCF), que nos explica a situação dos preços do cacau, e as ações da maior reunião do setor mundial ocorrida semana passada em São Paulo, onde a grande síntese é que somente através da sustentabilidade teremos resiliência para a produção agrícola doravante.

Pedro me disse: “Trata-se de uma conjuntura internacional, ocasionada principalmente por uma queda de produção em Gana e Costa do Marfim, juntos respondem por quase 70% da produção mundial do cacau. Principalmente em Gana nos últimos anos houve um ataque severo de um vírus que debilita as plantas de cacau e associadas as questões de mudanças climáticas, com secas fora de época, e chuvas também muito irregulares, causou uma queda significativa na produção em Gana e depois em Costa do Marfim. E como a produção é muito concentrada isso impactou no preço global do cacau. Não há muito o que fazer, porque é uma cultura perene no curto prazo. Qualquer solução para isso vai levar algum tempo, porque quando se planta cacau leva 3 anos para ele começar a produzir. Agora eu queria também compartilhar que tivemos a celebração do Dia Nacional do Cacau numa semana após o grande evento da Semana Mundial do Cacau, principal evento mundial de sustentabilidade, que aconteceu em São Paulo na semana passada com o público recorde de 500 pessoas de mais de 25 países. A cadeia do cacau esteve reunida para discutir os desafios do setor. Foi um evento muito marcante, primeiro por ser o Brasil o sétimo país em produção, nós temos de importar cacau para atender a nossa demanda. Nós temos uma demanda grande porque somos o 5º maior consumidor de chocolate do mundo e o Brasil está se organizando para virar esse jogo. Vai demorar um pouco, mas nós lançamos setorialmente, com o apoio do Ministério da Agricultura, e da Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) que é a entidade de ciência e tecnologia do cacau no Brasil, o Plano Inova Cacau 20/30, esse plano prevê que o Brasil dobre a produção nacional, passando hoje das 200 mil toneladas para 400 mil toneladas até 2030. Com isso voltamos a ser exportadores, deixando de ser importador”.

Obrigado Pedro Ronca, da Fundação Mundial do Cacau. Portanto, dobrar a produção brasileira de cacau nos tornará de novo exportadores e com sustentabilidade e o lançamento de uma campanha institucional para o mundo com o tema: cacau brasileiro:  gente, floresta e cultura quando no dia 26/3, última quarta-feira, comemoramos o Dia Mundial do Cacau.

E fica aqui um convite para todos nossos ouvintes e suas famílias, neste sábado,  amanhã e domingo no Instituto Biológico, das 11h até as 19h, a IV Festa do Cacau, entrada 1 kg de alimentos não perecíveis. São 100 árvores do cacau com frutos, receitas, e uso do cacau até na cosmética. Parabéns Ana Eugênia, diretora do Instituto Biológico de São Paulo, na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1.532 – Vila Mariana.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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