CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Cecafé e Serasa, na Suíça, criam o novo “design” das negociações do futuro: comércio & compliance comprovado.

Publicado em 02/10/2024

Divulgação
Cecafé - Conselho dos Exportadores de Café do Brasil

Conversei com o presidente do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcos Antônio Matos, e com o diretor-geral de Agronegócio da Serasa Agro, Marcelo Pimenta, que juntos inauguram um novo design das negociações internacionais. Significa reunir de um lado uma organização que representa a categoria dos exportadores, como neste caso o café, com uma corporação de reputação mundial que avaliza com indicadores a entrega dessa produção sob os rigores exigidos do compliance sócio ambiental, como Serasa.

Nesta semana ocorrem dois eventos: o primeiro um evento proprietário Cecafé-Serasa – HedgePoint (hoje) e o segundo (dias 3 e 4/10) dentro  do SCTA (Swiss Coffee Trade Association).

Explica Marcelo Pimenta: “em ambos daremos detalhes técnicos e faremos oficinas no uso da plataforma do que chamamos de um Bureau de Compliance Social Ambiental não apenas para a EUDR (European Union Deforestation Regulation), a lei do desmatamento europeu que vai barrar madeira, cacau, soja, óleo de palma, gado/carne, borracha e café, a não ser que se garanta que não vieram de áreas desmatadas, lei que entra em vigor a partir de 2025”.

Marcos Antônio Matos, presidente do Cecafé, explicou: “mais de 100 empresas estão  conosco neste evento na Suíça e estamos preparados para enfrentar e negociar com todos os clientes, faremos uma grande conexão. Mostraremos nossa sustentabilidade não só para Europa mas para todas as exigências da China, Estados Unidos, Japão. Estamos preparados e ano que vem vamos realizar uma ação forte sobre a imagem brasileira com as exigências do compliance sócio-ambiental”.

Excelente, inteligente e, sem dúvida, esta ação conjunta integrando a estratégia do comércio com as provas do compliance sócio-ambiental, e além de tudo, numa orquestração de um setor, uma cadeia produtiva como o café levando junto a prova que comprova a verdadeira originação sócio-ambiental brasileira, merece um prêmio de competência de marketing e vendas, bem como de liderança organizacional do setor. E o que é genial? Uma iniciativa setorial privada reunindo clientes importadores numa espetacular ação btob, business to business que, sem dúvida, irá inspirar todos os demais setores do agro brasileiro nesse “design”, nessa fórmula, onde as relações comerciais serão comandadas pelos setores, pelas regiões  e que num prazo de tempo irão cada vez mais,  além das fronteiras, redefinir o mundo dos negócios numa nova geografia do comércio com compliance sócio-ambiental comprovado.Que todos os demais setores do agro nacional se inspirem neste marco histórico Cecafe & Serasa, na Suíça, nesta semana. Não basta narrar, precisa provar e comprovar.

Vamos acompanhar este modelo, design de negociação, Organização de Comércio e Compliance Setorial Internacional – OCCSI.  Que nasça e seja de um ótimo futuro!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) soltou um report com uma previsão de safra de soja no Brasil na casa de 134 milhões de toneladas, menor do que a Conab, que previu 139 milhões, e bem menos das previsões originais antes dos fatores climáticos que eram de 144 milhões de toneladas no boletim de dezembro 2021.
Um G5 agrícola, com as cinco maiores agriculturas do mundo - China, USA, Índia, Brasil e Europa - se faz necessário e urgente. O Salão de Agricultura de Paris este ano evidenciou como a agricultura e os agricultores estão no meio de uma arena política, mediática, militante, sendo, se permitirem isso, usados por interesses que não lhes farão bem.
Tenho comentado no Agroconsciente que o Brasil tem hoje uma posição internacional muito sólida, inclusive com relação aos ataques de tarifaços. Neste exato momento o governo Trump aumenta a cota de importação de carne bovina em função da necessidade de abastecer o mercado interno americano.
Entrevistei Luis Madi, coordenador da plataforma de inovação tecnológica do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) de Campinas, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, órgão que reúne especialistas, pesquisadores e cientistas no campo da tecnologia dos alimentos, onde muitos mitos fake news são desenvolvidos e onde a racionalidade científica precisa imperar.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite