CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Chiquinho Maturro, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo assumiu a presidência do Lide Agro

Publicado em 17/02/2023

Divulgação
Francisco Maturro, presidente da Lide Agro

Reunidos na Casa Lide, um novo hub de networking de líderes empresariais, ocorreu nesta semana a primeira reunião de líderes do agronegócio, sob a coordenação e curadoria de Chiquinho Maturro que passou a presidir essa iniciativa de orquestração das cadeias produtivas do agro a partir da iniciativa privada com a sociedade civil organizada.

Neste encontro o secretário de política agrícola do Ministério de Agricultura e Pecuária enfatizou: “nossa missão é pacificar o setor e chamá-lo para dentro. Não dá para não ter previsibilidade e confiança no mercado”. Neri Geller representando o governo afirmou a abertura ao diálogo, e abordou a descentralização do Banco do Brasil para qualquer agente financeiro ter acesso, e que seguirão assim.

No seminário Lide Agronegócio, Nilson Leitão, presidente do Instituto Pensar Agro (IPA) afirmou que “o produtor rural, que já abastece o mercado, precisa que o recurso seja redistribuído de forma mais estratégica olhando com prioridade para a logística dos municípios, além de uma referência que mantenha o bom relacionamento internacional para que o empresário possa desbravar os negócios nestes lugares”. E falando aqui da França, sem dúvida, há muito para buscarmos de negócios trazendo os terroir brasileiros para competir com as gastronomias europeias. E continuando, Nilson Leitão enfatizou que “os agricultores que não vivem essas realidades precisam de um planejamento de dois a quatro meses do Plano Safra para produzir, gerar empregos e ter qualidade de vida”.

Outro tema abordado foi o déficit de armazenagem no Brasil. Segundo Paulo Bertolini, presidente da International Maize Alliance e da Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos, a previsão deste ano é de um déficit de 117 milhões de armazenagem, quer dizer, grãos que não tem armazéns. É necessário investimentos urgentes na capacidade de armazenar alimentos no país. Outro ponto abordado foi a integração lavoura, pecuária e floresta, ilpf, onde o pesquisador Edemar Moro da Unoeste tratou desse tema rico para a sustentabilidade e para a economia do agronegócio.

Chiquinho Maturro tratou sobre a importância do agro legal, e que esse ângulo precisa ser olhado. E que o crime, a ilegalidade não podem ser confundidos e misturados com o agro sustentável. Ele afirma que “esse agro legal e sustentável seja olhado e promovido”.

Então agora, direto de Nantes na França, na faculdade com alunos internacionais, vamos mostrar o lado positivo do nosso agro tropical, e que a lei cuide do ilegal e daquilo que não presta.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

A opinião do Estadão de domingo (5) assinalou: “o lado B da supersafra: déficit na infraestrutura de armazenagem desperdiça boa parte da colheita nacional”. E contando com os silos bag, ainda conseguimos guardar soja e milho literalmente no “chão”, numa solução criativa de produtores, cerealistas e cooperativas.
O colunista do Estadão Lourival Sant’anna (Página A15, edição de 16/4 - Risco  de dependência assimétrica) escreveu: “comércio e investimentos entre Brasil e China andam sozinhos. No governo Jair Bolsonaro, que tinha relação ruim com a China e atravessou a pandemia, o comércio bilateral cresceu 52%, e os investimentos chineses 79%, e somos o maior destino dos investimentos chineses, 13,6%”. Aproveito aqui tanto a visão da assimetria dos riscos de Lourival Sant’anna quanto o Brasil ser maior do que o buraco de Joelmir Betting, para concluir que o Brasil tem uma força que supera seus governos.
Neste sábado (dia 5) celebramos o Dia Internacional do Cooperativismo. E como o Brasil, e o mundo, está precisando da filosofia e do espírito cooperativista para enfrentarmos a divisão, a polarização e a guerra de “vitimizações” que assola o país com uns culpando os outros.
Hoje, 10 de maio, Dia Mundial do Frango, custos crescentes, 11 unidades exportadoras fora da lista para Arábia Saudita e o setor pede informação antecipada de exportações, assim como ocorre em outros grandes produtores de grãos.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite