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DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Cleomar, o único brasileiro com as Delícias do Brasil no Salão da Agricultura de Paris

Publicado em 28/02/2025

Divulgação
Delícias do Brasil no Salão Internacional de Agricultura de Paris

Falo de Paris, do Salão Internacional de Agricultura, um evento gigantesco com cerca de 1 milhão de seres humanos passando por aqui, com sete pavilhões imensos, reunindo desde o futuro da ciência, da genética aos mais elevados níveis gastronômicos, de sabor e de saúde alimentar com grande preocupação energética mas tudo sob uma embalagem única que reúne tudo aqui.

É sustentabilidade, economia circular, meio ambiente, este é o padrão das marcas todas aqui reunidas e que nós temos de nos apropriar delas em nossos terroir tropicais. Terroir dos trópicos somos nós, terroir do clima temperado aqui e isso tudo tem de fazer uma grande união em uma grande convergência positiva, mas me chamou atenção um evento dessa envergadura, desse tamanho, com uma exposição e mídia gigantesca a ausência total do Brasil.

Caminhando aqui pelos pavilhões todos não tem nada de Brasil, exceção na praça de alimentação, aqui onde tem produtos do mundo inteiro, com vários pontos de consumo dos terroir, das gastronomias, bebidas, dos azeites do planeta inteiro e tem aqui um brasileiro. Esse brasileiro veio do Macapá, chama-se Cleomar, brasileiro mesmo daqueles empreendedores, daqueles que se viram para mundo, fazem acontecer e não ficam reclamando.

Ele tem aqui um espaço chamado Delícias do Brasil e concorrido, fila para entrar, e um lugar onde ele serve a melhor da expressão do rodízio brasileiro, do churrasco brasileiro, das carnes, caipirinha aqui é um sucesso imenso e ele inventou até um café do Brasil parecido com o irish coffee, a diferença é que o irish coffee vai com uísque, e ele colocou aqui a cachaça e chantilly no café e criou aqui o café brasileiro e está vendendo aqui cada xícara do café brasileiro a 10 euros.

Ou seja, o que eu queria deixar aqui exposto nesse nosso Agroconsciente é que nós falamos, falamos, reclamamos, reclamamos, o mundo não nos entende, nos critica e etc e na verdade nós realizamos praticamente quase nada sobre o ponto de vista de comunicação, sobre o ponto de vista efetivo de um trabalho que leve esta alma brasileira ao mundo.

Então fica aqui o nosso registro do querido Cleomar, um brasileiro que está fazendo acontecer, realizando aqui na Europa, no Salão Internacional da Agricultura o Delícias do Brasil. Ele é o único exemplo nesse evento gigantesco que acontece aqui no Salão Internacional de Agricultura de Paris.

Cleomar, de Macapá, você está dando o exemplo para que muita gente se inspire e siga!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Com a guerra, as narrativas mundiais convergem para afirmações como: “o pior está por vir”. Inflação será mundial. Protecionismo agrícola voltará. Vai faltar alimento na Europa. Nunca dependemos tanto da China para acabar com uma guerra como hoje. Putin é um líder do século XIX atuando no século XXI”.
Recebi uma mensagem de Brasília: “está maduro, devemos ter notícias nas próximas horas”. Mas está estranho essa demora na Agricultura. Conversando com Roberto Rodrigues, que foi ministro no primeiro governo Lula, me disse que o Ministério da Agricultura foi um dos três primeiros anunciados na época.
Estou ao lado de Roberto Rodrigues, grande líder do agronegócio, com uma série de postos ocupados no mundo, e hoje é professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e recentemente foi convocado pela COP-30 para ser o organizador, o sponsor, uma coordenação da voz do agronegócio para a COP-30.
Ouvi diversos especialistas e há um entendimento que foi o melhor que pode ser feito. Elogios associando a agricultura com sustentabilidade e dúvidas de como será possível averiguar as ações dos produtores no quesito ambiental e sustentável onde há um prêmio no crédito. Dos especialistas com quem conversei, deram nota 8. Uma boa sugestão foi a de que não deveríamos separar o plano safra “empresarial” versus o “familiar”. Concordo, isso alimenta o inconsciente coletivo de que são coisas diferentes e que não fazem parte do sistema único do agronegócio.
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