CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Em 2022 vamos cobrar clareza e planos concretos dos candidatos para o agronegócio

Publicado em 29/12/2021

TCA
Agro 2022

Aí estamos na boca da virada para 2022. Adeus ano velho, que fique para trás com suas tristezas, desventuras e sofrimentos. E que os incômodos gerados em 2021 nos inspirem para comandar 2022. O cenário não é dos melhores. Ano de eleições onde a fakewar, a guerra da desinformação, do castigo aos adversários, do bullying irá vicejar.

Mas está no agronegócio, que reunidas todas as suas partes representa 1/3 do PIB do país, a grande alavanca para interferirmos positivamente no PIB, e também na sensatez dos programas dos candidatos ao próximo governo.

Estaremos aqui no Agroconsciente, em 2022, cobrando a clareza e a objetividade dos planos de todo agronegócio brasileiro nas propostas econômicas e sociais.

Não apenas o agronegócio da soja e do milho, que, sim, tem muito para continuar crescendo. Ou também não apenas o das carnes, que da mesma forma tem muito para crescer, ou no consumo percapita ou no acesso a múltiplos mercados, e se incluirmos nisso o pescado, camarões, ostras e tudo o que pode ser gerado nas águas e mares temos aí outro tanto para multiplicação dos “peixes”.

Podemos dobrar de tamanho em tudo o que fazemos hoje. E em dezenas de setores podemos não apenas dobrar de tamanho mas multiplicar por 10 vezes, basta olhar toda fruticultura onde vendemos cerca de US$ 1 bilhão para o mundo que compra por ano US$ 140 bilhões.

O agronegócio é uma mina de ouro renovável, aprendemos a fazer isso aqui nos trópicos. E sem um planejamento estratégico minucioso, desde o a do abacate ao z do zebu, não haverá plano de crescimento do PIB do Brasil consistente e factível.

Estamos a caminho da virada, que a fome possa da mesma forma ser enfrentada, e pode ser, com a multiplicação do empreendedorismo e das suas cooperativas nas cadeias produtivas do agronegócio, pois o grande negócio não será dar comida e sim ensinar a produzir e vender comida, além da agroenergia, fibras, e o universo do biometano.

2022, ano da grande agroconsciência. Nos vemos no réveillon!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Sem dúvida a agricultura e a pecuária brasileira moderna têm salvo a economia brasileira. O saldo da balança comercial no ano deverá atingir US$ 126 bilhões. Quer dizer, sem a agricultura e a pecuária como a fazemos nos últimos 50 anos estaríamos na mesma condição de subsistência e subdesenvolvimento da maioria de todos os países dentro da faixa tropical do planeta, o cinturão tropical.
Um estudo recente da consultoria LCA, em municípios com mais de 50 mil habitantes, revelou 4 das 5 cidades que mais cresceram na oferta de empregos, todas vinculadas ao sistema de agronegócio. São as cidades de Cristalina, em Goiás, que tem uma extraordinária diversificação de culturas com hortifruti, além dos grãos, produção de sementes, irrigação invejável, empresas de energia, serviços bancários, agroindústrias  onde ocorre também processamento, ou seja, agregação de valor industrial, e isso carrega empregos nas áreas do comércio e dos serviços.
Agro brasileiro venderá mais para o mundo inteiro.Três ótimos motivos explicam e justificam isso: 1 – Segurança alimentar, energética, ambiental (mudança climática) e social estão na pauta obrigatória mundial. 2 – Os Estados Unidos são o maior agribusiness do mundo, e também o nosso maior concorrente, cujo vendedor presidente (hard sell style) Trump está muito distante de conquistar confiança e credibilidade no seu comércio internacional de alimentos, energia e ambiental. 3 – O agro brasileiro é essencialmente meio para o processamento agroindustrial dos nossos países clientes, onde temos ainda baixíssima participação nas gôndolas dos supermercados junto aos consumidores finais, porém representamos uma fonte confiável em volume, escala, e preços de produtos que são transformados, embalados com marcas locais, e obtém grande valor agregado dentro dos países nossos clientes.
No debate dos presidenciáveis muito se falou da fome, do desemprego e do crescimento do país, e ninguém explicou o papel do agronegócio nisso, nem o mencionou num projeto de governo.
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