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José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Estudo inédito aponta 99% dos produtores rurais positivos no risco credito e práticas ESG

Publicado em 29/03/2023

TCAI
Tejon ao lado de Marcelo Pimenta, Head de agronegócio da Serasa Experian

A informação acima foi realizada a partir de um estudo inédito da Serasa Experian Agro sobre uma amostra de 10% do total de pretendentes contratantes do crédito rural e/ou seguro  no ano passado, num total de 163.600 produtores rurais. 

O Head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, me disse: “quando o assunto é ESG não basta só olhar para o crédito, é importante avaliar os dois aspectos: Agro Score e Score ESG Agro. Isso é muito importante para apoiar tanto quem financia quanto quem compra do agronegócio. Essa metodologia aumenta, dá mais transparência, segurança, mais vantagem competitiva ao produtor rural e desvincula a imagem da produtora e produtor brasileiro do desmatamento ilegal. Isso gera bônus e valor reputacional para os originadores nacionais”.

Esse levantamento usou uma amostra desde o agro familiar até grandes fazendas que contrataram ou tentaram contratar crédito e/ou seguro em 2022. O Serasa Score ESG Agro, módulo individual, analisa documentos atrelados ao CPF dos produtores. O Score usa inteligência artificial e cruzamento de dados para classificar indivíduos em graus de risco ESG. 

Sobre os 1% com infrações gravíssimas, a esses 1% podemos os responsabilizar como nossos grandes detratores e, curiosidade do estudo, nesse percentual do 1% a maioria é do sexo masculino. O estudo ainda revela que mesmo nesse grupo de 1% há baixo risco de crédito, e o alto risco se situa, sim, nas análises ESG.

Estudos com inteligência artificial a partir de gigantescos sistemas de banco de dados serão fundamentais para irmos na busca de um grande e superior objetivo: um planejamento estratégico detalhado, quantificado e personalizado para cada membro de cada elo das cadeias produtivas do Brasil, reduzindo os riscos e incertezas dos fatores incontroláveis interferirem. Com essa inteligência colocaremos a probabilística a favor da sorte e não do azar. Um legítimo agronegócio de precisão.

Excelente estudo Marcelo Pimenta, poderemos dizer olhando para o futuro do agro: “não existirá o agro que não deu certo”, existirá o agro que “deu certo” utilizando racionalmente um gigantesco sistema de dados com inteligência artificial, e esta inteligência artificial cada vez mais a serviço da inteligência humana na tomada de decisões.

99%, produtores brasileiros legais e responsáveis sócio-ambientais, uma extraordinária informação para o bem dos clientes, consumidores, fornecedores, do planeta e do Brasil. Meio vital para uma comunicação realista, longe e muito além de otimistas, pessimistas e “ideologistas”. Ciência de análise de dados. Database. Mergulho nas realidades para construção de seres humanos realistas esperançosos, como tão bem Ariano Suassuna nos inspirou.

Também numa entrevista com Prof. Raoni Rajão, hoje diretor do departamento de políticas de controle do desmatamento e queimadas do Ministério do Meio Ambiente, entrevista realizada no início deste ano, ele afirmava que os dramas ambientais no agronegócio não ultrapassavam 5% do setor. Portanto, com os 1% agora do estudo Serasa Experian Agro fica evidente de que há uma incompetência de comunicação positiva e realista do setor com toda a sociedade.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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