CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - GPA e ABCS firmam protocolo de sustentabilidade e bem-estar animal na Semana Nacional da Carne Suína

Publicado em 07/06/2024

Divulgação
Tejon com Patrícia Paula Mendes e Renata Amaral do GPA do Grupo Pão de Açúcar

Estive no lançamento da Semana da Suinocultura, em São Paulo, ao lado da Patrícia Paula Mendes e da Renata Amaral, diretora e gerente de Sustentabilidade do GPA do Grupo Pão de Açúcar, e uma coisa interessantíssima foi apresentada nesse evento, que é uma iniciativa do supermercado de  um compromisso na busca da originação sustentável da carne suína, no pensar no animal, ou seja, tudo aquilo que significa da origem até o consumidor final.

Perguntei para a Patrícia sobre a iniciativa nas gôndolas dos supermercados e como vai chegar para o consumidor final e ela me disse: “A nossa ideia é trazer para dentro da cadeia o anseio do nosso consumidor. Então esse é um desejo do nosso consumidor de entender cada vez mais de onde é que vem o prato que ele está colocando na mesa para a família dele. Então vimos todo esse movimento e temos no GPA o desenvolvimento de uma política de compromisso de bem-estar animal e entendemos que faz sentido nesse momento fazer a divulgação para todo o varejo para que pudéssemos impulsionar todo esse movimento na cadeia da suinocultura brasileira. E a Renata é responsável por todo esse trabalho, foi ela que conduziu o projeto junto com as associações, com a academia, com o varejo e com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS)”.

Perguntei então a Renata Amaral como é o diálogo entre tantos stakeholders reunidos na cadeia da suinocultura e ela respondeu: “Eu sempre costumo falar que o supermercado é o elo entre os produtores e os consumidores e que nós temos de fazer uma boa curadoria de produtos, e é o que estamos tentando fazer e já tem feito há muito tempo, mas ampliamos esse esforço para que isso seja cada vez mais fortalecido e que consigamos levar para os nossos clientes cada vez mais produtos saudáveis, sustentáveis e contemple o bem-estar animal e é fundamental que a ABCS, que é o elo que conecta tudo isso que esteja conosco, que está conosco desde sempre, e é por isso que estamos aqui convidando outros varejistas e produtores também”.

Questionei a Renata também se essa iniciativa será daqui a algum tempo algo normal, a preocupação do supermercado com a originação é algo que é uma tendência inexorável? E ela confirmou. “Eu acredito que sim, como a Patrícia comentou isso já tem vindo muito forte do nosso consumidor e a nossa responsabilidade é garantir isso para o cliente. Então nós temos tentado, temos conseguido grandes avanços, mas precisamos que todos vão juntos para que consigamos, de fato, entregar isso para o nosso consumidor. Mas, sim, eu acredito muito e espero que seja uma tendência, mas uma realidade, não só uma tendência”.

Muito bom o que aconteceu com a carne suína, dobrando o consumo, e perguntei, então, para a Patrícia qual o vínculo de produtores com o supermercado e se essa iniciativa é algo para todos aprenderem e ela respondeu: “Muito, como nós já falamos o único movimento que conhecemos e o provocado pela ABCS, que faz esse elo entre os produtores e o varejo. Então é a única cadeia que tem esse ‘empurra’ da própria associação. Então, sem dúvida, é um grande diferencial e é um grande case de sucesso”.

Parabéns por todo esse trabalho e também ao Marcelo Lopes e a Lívia Machado, presidente e diretora de Marketing da ABCS!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

Também pode interessar

In an interview with Agriconscient Show, Embrapa president Silvia Massruhá highlighted the strong international response to  Agrizone, Embrapa’s dedicated agricultural pavilion at COP30, which drew widespread attention to Brazil’s advances in tropical agriculture, many of which are still unfamiliar to global audiences.
A nova economia é formada por cadeias produtivas mundiais que estão além das fronteiras de cada país cada vez mais. Os Estados Unidos com um PIB na casa de US$ 30 trilhões, onde o complexo agroindustrial, seu agribusiness, movimenta mais de 20% do seu PIB, algo como US$ 7 trilhões, mais do que três vezes todo PIB brasileiro, é simplesmente impossível ser alimentado e suprido pela sua própria agropecuária, não apenas dos produtos agrícolas tropicais, mas também pelos que pode produzir nas suas fronteiras como citricultura, açúcares, carnes, produtos florestais e outros do A do abacate ao Z do Zucchini (abobrinha no italiano).
Entrevistei um dos autores do extraordinário livro que será lançado nesta terça-feira (15), na Fundação Fernando Henrique Cardoso em São Paulo, com o título “Inquietações de um Brasil contemporâneo” pela editora Autêntica e apoio do Instituto Arapyaú.
Ao lado de Ivan Wedekin, eu, José Luiz Tejon e Suelen Farias ontem (26) na aula magna da FIA Agro, o Prof. Décio Zylberstajn dá sua visão de futuro para o agro brasileiro: “Esse evento olha para ciclos de largo prazo, ou seja, o que se debateu nesse encontro da FIA, do Pensa, são exatamente esses desafios que acabam recaindo sobre o agro global e que tem muitas dimensões na área de educação, de política agrícola, da tecnologia. Então o debate é muito rico nesse sentido e desafiante porque nós tentamos em um mundo que caminha com mudanças tão rápidas identificar possíveis passos fundamentais seja para política pública seja para estratégia das organizações do agro”.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite