CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Legislativo goiano aprova taxação de 1,65% sobre o agro, onde PT e PL votaram unidos contra

Publicado em 25/11/2022

Divulgação
Legislativo goiano aprova taxação de 1,65% sobre o agro.

Foram 22 votos a favor e 14 contra, para a proposta do governador reeleito Ronaldo Caiado, do União Brasil, ruralista de raiz fundador da UDR – União Democrática Ruralista, nos anos 80.

Esse projeto de lei cria o Fundo Estadual da Infraestrutura – Fundeinfra, com uma contribuição de 1,65% a serem pagos pelo agronegócio, da produção agrícola, pecuária e mineral e seus derivados a serem definidos. Objetiva implementar políticas de infraestrutura nos modais logísticos e recuperação de estradas.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás está contra, no Paraná o governador Ratinho Jr. também iniciou movimento semelhante para colocar imposto sobre a produção agropecuária, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Paraná também se posicionou contrária.

Mas o que chama atenção na aprovação pelo legislativo goiano foi que os deputados do PT, sigla odiada por parte dos produtores rurais, votaram junto com o PL, a sigla amada por essa mesma parte de produtores rurais, o partido do presidente Bolsonaro, e a iniciativa para essa taxação não partiu de nenhum governador petista ou que pudesse ser chamado de comunista.

Creio que isso pode servir de alerta de forma significativa para a categoria de produtoras e produtores rurais brasileiros, que o tal do apocalipse, o fim do mundo, a perseguição ao agro, esse medo hipnótico de alguns com a mudança do governo, pode e deve, sim, ser transformada em cada vez mais e maior a organização da sociedade civil organizada.

Também vale o registro que sem o crescimento da indústria, comércio e serviços, mesmo a agropecuária crescendo, não consegue gerar renda suficiente para pagar as altas contas das estruturas de governo e demandas sociais, além de investimentos em infraestrutura. É necessário um plano de crescimento do sistema do agronegócio com agroindústrias, comércio, e muito serviço, incluindo arranjos produtivos, gastronomia local, cooperativismo e acesso a muitos segmentos e nichos de mercados mundiais.

Mas PT e PL votando juntos contra a taxação aos produtores, quem imaginaria?

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Estamos no rumo de uma recessão global com queda no consumo, inflação e desarranjo em todas as cadeias de suprimentos, inclusive dos alimentos. Uma crise planetária agravada por polarizações político ideológicas, acompanhada de uma falência de líderes visionários, competentes e que possam executar uma condução para a prosperidade, o que significaria a governança da boa esperança.
Estou aqui com Henrique Mazotini, entrevistando líderes do agro, nessa virada de ano e o Henrique é presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo, também da Abisolo, setor importantíssimo de micronutrientes que cresce extraordinariamente e vamos ouvir aqui o Henrique e a sua visão em 2022 e a sua perspectiva para 2023 desse setor e de uma categoria fundamental, que é a categoria dos engenheiros agrônomos do Estado de São Paulo.
Em São Paulo, ontem (27), ocorreu o evento com o balanço de 3 anos do Programa Marfrig Verde. Marcos Molina, presidente do Conselho da maior produtora de hambúrgueres do mundo, afirmou que até 2024 a rastreabilidade de toda cadeia produtiva da carne estará realizada, incluindo os fornecedores indiretos e também permitindo a “reinclusão” de criadores com ajustes de procedimentos na cadeia de suprimentos da Marfrig.
“With Manah fertilizer, it works!” This memorable phrase, coined by the late Dr. Fernando Penteado Cardoso late founder of Manah, a legendary giant corporation in Brazil’s fertilizer sector , reflects his lifelong conviction.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite