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José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Ministro Fávaro explica não ida a Agrishow e manda uma ótima notícia sobre o Plano Safra

Publicado em 01/05/2023

TCA
Tejon e ministro da Agricultura, Carlos Fávaro

Entrevistei o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, que explicou as razões pelas quais não está na Agrishow deste ano em Ribeirão Preto.

Mas nos manda uma notícia boa, ótima, sobre a complementação do Plano Safra deste período e promete um Plano Safra robusto com Plano ABC, 2023/24, e termina afirmando que teremos a maior agricultura sustentável do mundo com a competência dos nossos produtores.

"A Agrishow é uma feira espetacular, é a maior feira de negócios da agropecuária brasileira, que começa nesta segunda-feira. Desejo muito sucesso, que se repitam os recordes de comercialização, o sucesso de público, o reconhecimento de uma feira que leva conhecimento aos produtores, aos pecuaristas, e tenho certeza que o será. Infelizmente acho que na condução de uma saia justa do presidente da feira, ele me ligou dizendo se eu não achava melhor, se eu não achava melhor não, se eu pudesse ir no dia 2, porque no dia 1 estaria na abertura o ex-presidente Bolsonaro, e o governador Tarcísio e isso poderia causar um constrangimento e que teria um grande evento no dia 2, mas que eu não fosse no dia 1 porque era melhor para evitar constrangimentos. Eu recebi muito bem o recado, compreendi, disse a ele que não sentiria nenhum constrangimento mas que não iria então no dia 1º e aí ia repensar se tinha a possibilidade de ir no dia 2. Claro que não. Eu entendo que o Brasil precisa avançar numa feira de negócio, não é um palanque político mas se em um determinado momento quiserem transformar a Agrishow em um palanque político é um direito dos seus organizadores que podem o fazer com tranquilidade".

Quando perguntei sobre a notícia boa, o ministro disse: "A notícia boa é que nós estamos trabalhando na suplementação de linhas de crédito do Plano Safra atual, que foi deficitário, e não tem recursos disponíveis desde o final do ano passado. Acabou o Plano safra, sem acabar o ano safra, então nós estamos trabalhando para suplementar. Já liberamos linhas de crédito dolarizada, uma inovação, com taxas de juros abaixo do próprio Plano Safra, e muito abaixo do mercado; 7,59 é 10% do que o recurso livre no mercado e 5% menos do que o Plano Safra. Mas você pode dizer, ah mas tem variação cambial. Aqueles produtores que tem hedge natural e produzem soja, milho, algodão, até alguns que produzem carne para exportação e tiverem esse hedge formalizado não tem risco da variação cambial. Portanto, é uma grande linha de crédito que nós conseguimos institucionalizar e tem muito recurso, é muito mais do que esses 2 bilhões de reais que o presidente Mercadante, do BNDES, já liberou. E estamos aí já nos trâmites finais para fazer um complemento em reais do Plano Safra, mais recursos para investimentos para pré-custeio e que será liberado no momento certo, no momento adequado, até que nós chegamos no novo Plano Safra, que vai ser lançado na virada do semestre. Um Plano Safra totalmente embasado no Programa ABC. O ABC não será mais alguns programas do Plano Safra. Ele será o Plano Safra. Até porque nós precisamos desmistificar isso. A nossa agropecuária tem muito boas práticas de sustentabilidade. Poucos países do mundo tem uma produção tão sustentável, por exemplo, os índices de plantio direto no Brasil são os maiores do mundo, mais de 80% da nossa safra é sobre o plantio direto. Toda a soja produzida no Brasil dispensa o uso de nitrogênio químico porque conseguimos com tecnologia, e aí uma grande mensagem de agradecimento a Embrapa que fez 50 anos e que desenvolveu a fixação biológica de nitrogênio dispensando o uso desse produto químico que é proveniente do petróleo e portanto é carbonizante. Nós temos a boa utilização do solo. Utilizamos 49 milhões de hectares para produção agrícola, mas mais de 30 e poucos milhões de hectares no mesmo ano e no mesmo hectare o que tira, chegamos ao uso de 77 milhões de hectares mas só em 49, isso tira a pressão sobre o desmatamento. Então neste Plano Safra todos os produtores que tiverem essas práticas, em sua imensa maioria, alguns estão até perguntando, mas o Plano Safra será ABC então o produtor vai ter de fazer alguma coisa a mais para poder receber o crédito? Não, dessa vez será diferente. Ele vai receber um prêmio por ter as boas práticas. Taxa de juro menor para quem tem essas práticas porque já fazem. Nós não vamos botar nos ombros dos produtores mais essa obrigação naqueles que têm, mas práticas vão ficar fora do Plano Safra . Esses prêmios serão uma escada de indução. Por exempl,o aqueles que usarem 20% de insumos biológicos na sua safra comprovados com notas fiscais mais benefícios,  um pouco menos de juros, até que nós possamos chegar no ápice da rastreabilidade e deixarmos um legado da produção brasileira para o mundo. A maior produção do mundo sustentável será aqui no Brasil com a competência de nossos produtores".

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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