CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Nesta semana o Brasil será a Capital mundial das mulheres e da juventude do agronegócio

Publicado em 24/10/2022

CNMA e YAMI 2022

Dias 26 e 27 de outubro no Transamerica Expocenter mais de 2.500 congressistas e cerca de 500 jovens, num recorde de público, estarão debatendo a importância da coordenação das cadeias produtivas como fator decisivo para o crescimento do agro nesta década, e a integração latino-americana no 7º Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA); enquanto no congresso paralelo o 4º Yami - Youth Agribusiness Movement International, Congresso da Juventude, estará revelando as oportunidades do mundo para a juventude agro brasileira.

Na abertura do congresso das mulheres teremos as apresentações da Gislaine Balbinot, diretora executiva da Abag; da Teresa Vendramini, presidente da SRB; Ingo Plöger, presidente do Conselho Latino Americano de Negócios; e de Nilson Leitão, presidente do Instituto Pensar Agro.

Mesas redondas das cadeias produtivas da agroenergia; das cadeias produtivas vegetal e da proteína animal. Temas como inovação, ESG, gestão e sucessão estarão presentes.

Em todos os setores empresariais mundiais estudados são constatadas melhorias de performance com a presença feminina no alto comando das organizações. O agronegócio, que inclui a indústria, comércio e serviços do antes e do pós-porteira das fazendas, apresenta uma significativa presença feminina com CEOs e dirigentes como será possível constatar neste 7º CNMA .

A agropecuária evidencia o protagonismo da mulher, que sempre foi presente, não esquecendo que foram as mulheres que criaram a agricultura, com uma agora participação crescente nos sindicatos rurais, cooperativas, e diversas associações produtoras, bem como nas fazendas. As mulheres se destacam como liderança, responsabilidade com meio ambiente, recursos humanos e bem estar animal; com forte impacto na comunicação; empreendedorismo; velocidade na introdução das inovações, resiliência e afetividade.

No Congresso da Juventude do Agro, teremos de ciência genética até a arte do metaverso. Petula Nascimento, gerente de infraestrutura e sustentabilidade na diretoria de governança e gestão da Embrapa, ao lado de Alberto Yoshida da Andav; André Fukugauti da Bayer e Sibelle de Andrade ê Silva, diretora de Inovação do Ministério da Agricultura farão a abertura .

Gestão digital; o legado da nova governança, a carreira dos ACO’s – Agribusiness Chief Officer será debatida com CEOs; a mídia e comunicação; transição alimentar, e um painel sobre educação com Fundação Dom Cabral, FIA, USP; Esalq e Desi Schmitt da Audencia Business School, da França.

Com os cenários atuais em profundas transformações, os movimentos de segurança alimentar, energética e ambiental, e as revoluções digitais, biológicas, genéticas, mudança de clima e sustentabilidade há uma necessidade gigantesca de interdisciplinaridade como carreiras para os jovens, no Brasil e no mundo.

E vai uma mensagem do Prof. Dr. Ray Goldberg, criador do conceito de agribusiness na Universidade de Harvard, agora para o mundo contemporâneo. Ele pede: “precisamos unir um mundo dividido em que muitos políticos tentam nos separar. O sistema alimentar significa vida e saúde e tem uma chance de mostrar ao mundo e aos líderes que podemos trabalhar juntos. Precisamos unir o nosso mundo como precisamos unir o sistema alimentar. Um mundo mais limpo. Nossos homens e mulheres precisam trabalhar juntos. Precisamos de uma educação mutidisciplinar. Precisamos de uma liderança que una o mundo, assim como é o único caminho para o futuro do sistema agroalimentar e da evolução e da cidadania”. (Prof. Dr. Ray Goldberg, Harvard).

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Inteligência, boa vontade e trabalho é o grande sentido que o agronegócio brasileiro, o Agroconsciente precisa. Eu conversei com Claudia Calais, diretora executiva da Fundação Bunge, que atua há 65 anos realizando trabalho evolutivos e esse trabalho que agora registramos na região de Canarana, no Mato Grosso, na terra Xavante, ali em uma área de povos indígenas onde a Claudia me disse que o grande objetivo e o grande aprendizado no trabalho , em um reflorestamento que está sendo realizado é uma integração de um trabalho entre os povos indígenas com a agricultura familiar e a grande agricultura empresarial.
Entrevistei o Prof. Dr. Ray Goldberg, criador do conceito de agribusiness, ao lado de John Davis, publicado no seu livro em 1957. Hoje, 67 anos após, este sábio dos sábios registra, aos quase 100 anos de idade, suas três vitais e fundamentais mensagens aos líderes para os próximos 30 anos.
O Estado de São Paulo é um estado biomovido, movido ao combustível do futuro. Sobre isso conversei com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) e Senar, Tirso Meirelles, sobre essa coisa que é fascinante, o Brasil colocado no combustível para o futuro, a nova energia, um movimento extraordinário.
Eu quero ouvir “Bom dia minha terra”, música linda da Roberta Miranda, que passa a ser o nosso hino agroconsciente. Zé Nêumanne, brilhante jornalista do Estadão, e sempre admirado por Ney Bittencourt de Araújo, criador do agronegócio no Brasil (in memorian), me disse: “essa música é linda, “Bom dia minha terra”, composição da paraibana Roberta Miranda.
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