CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - O primeiro brasileiro que escalou o Everest nos ensina a escalar o Agroconsciente Waldemar Niclevicz do Show Rural Colider!

Publicado em 09/06/2023

Waldemar Niclevicz, o !º brasileiro a escalar o Everest.

Entrevistei o primeiro brasileiro que esteve no Everest que dá uma aula de sustentabilidade no agronegócio! Estou com ele em Colider, Mato Grosso na Show Rural aqui desse Mato Grosso que vai subir muito no agro com sustentabilidade daqui pra frente Waldemar Niclevicz: o que um alpinista pode nos ensinar no Agroconsciente?

“Sempre um prazer falar contigo Tejon, é ser empreendedor ambiental no Brasil é um grande desafio. O Brasil por si só enfrenta vários desafios na área ambiental e preservar uma área que merece ser preservada do bioma Mata Atlântica, ou seja, nós focamos ali na recuperação de áreas degradadas da floresta com Araucária e estamos reentroduzindo a Araucária nessa porção da Escarpa Devoniana, que é a maior área de preservação do Paraná, maior do que o Parque Iguaçu mesmo é a Mapa da Escarpa Devoniana, é um degrau que existe onde está Curitiba e onde está os campos gerais. E ali, depois de escalar diversas montanhas, criei então uma unidade de conservação, criei a Reserva Nacional do Alpinista e a ideia é gerar renda para manter a reserva, são 102 hectares de floresta degradada, que a gente está recompondo, plantando principalmente Araucária enxertada para a produção precoce de pinhão. A Embrapa desenvolveu essas mudas que já são capazes de produzir pinhão a partir do 6º ano de plantio, enquanto uma Araucária normal demora de 15 a 20 anos para realmente começar a produzir e a outra opção é o mel, porque a região ali de Campo Largo, onde está a reserva natural ela é extremamente melífera, ou seja, a floresta ali possui espécies que dão flores que dão um excelente néctar que é a fonte de alimentação para as abelhas. Então estão ali o novo desafio da minha vida e que está me trazendo bastante satisfação”.

Perguntei ao Waldemar, depois de estar em 8.849 metros nas montanhas, o primeiro brasileiro a escalar o Everest. A nossa luta em que o Brasil está chegando muito alto no sistema do agronegócio, o meio ambiente é o caminho que você está compreendendo e é o caminho doravante?

“O caminho é a sustentabilidade. Veja, vamos voltar para o agro e lembrar que o mel é um produto extremamente benéfico para a saúde e é um produto fruto da nossa floresta. O mel brasileiro é considerado o melhor mel do mundo, é melhor que o mel europeu, é melhor que o mel americano, melhor que o mel chinês que é o maior produtor mundial de mel do mundo, porque nossas abelhas sadias, nossas abelhas são criolas, nossas abelhas são as africanisadas melíferas que cruzaram com as abelhas europeias e com as abelhas africanas e deu a africanisada. Eu costumo dizer que eu não gosto de chamar de africanisada. Pra mim são as abelhas criolas, elas são super resistentes, elas não pegam doenças, elas não tomam antibióticos, elas não precisam de suplementação e é por isso que o nosso mel é puro, orgânico, de qualidade mundial muito aceito no mercado internacional. Então tem essa visão do agro que existem soluções alternativas para lógico manter a produção de produtos consagrados como soja, milho, e também a questão da pecuária mas que existem produtos que podem conservar uma opção para o produtor rural das árvores de reserva legal, a apicultura, a meliponicultura que são as abelhas nativas que podem gerar uma renda extra para a agricultura que tanto faz a diferença na economia do nosso Brasil.”

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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