CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Qual a missão única que somente o Brasil poderia ocupar no mundo doravante?

Publicado em 07/03/2022

Divulgação
Caravana FertBrasil

Com a guerra, as narrativas mundiais convergem para afirmações como: “o pior está por vir”. Inflação será mundial. Protecionismo agrícola voltará. Vai faltar alimento na Europa. Nunca dependemos tanto da China para acabar com uma guerra como hoje. Putin é um líder do século XIX atuando no século XXI”.

A guerra revelou nossas fraquezas e falta de planejamento estratégico. Agronegócio brasileiro expõe tudo o que já deveria ter feito há muitos anos, como dependências de fertilizantes, indústrias de ativos químicos locais, genética externa, baixíssima irrigação, falta de armazenagem, insegurança da nutrição do setor da proteína animal, agregação de valor insuficiente pós porteira das fazendas, ausência de percepção de marca Brasil nos mercados consumidores.

E para já, agora, que a Caravana FertBrasil nos ajude imediatamente na eficiência do uso dos fertilizantes, pois a curtíssimo prazo é o que temos. E que o plano nacional dos fertilizantes seja executado daqui para frente. Parabéns Embrapa, Ministério da Agricultura (MAPA), e entidades do agro que estão reunidas nessa meta com mais de 80 objetivos e mais de 200 ações configuradas.

E por outro lado revela que mesmo sem tudo isso, ainda assim conseguimos atingir uma posição de liderança dentre as 5 maiores economias agro do mundo.  Então vamos imaginar se tivermos um plano estratégico de estado do agro nacional, onde poderemos chegar? O Brasil pode ocupar um lugar único dentre as nações, só dependerá de nós.

A maior potência agroalimentar do mundo conduzindo também o modelo agroambiental e de cidadania, na luta contra a insegurança alimentar do mundo e a fome.

Reunirmos as forças criativas do Brasil na ciência, educação, produtores rurais, cooperativas, comércio, indústria, e serviços estruturais financeiros, logísticos, ao lado de Ongs e técnicos e especialistas do governo, Embrapa, e das entidades da sociedade civil organizada, nos permitirá ocupar a missão essencial do Brasil no mundo: um país da paz que pode assegurar alimento para todos os brasileiros e, além disso, para todos os seres humanos do mundo inteiro. Potência mundial agroalimentar e ambiental.

Talvez as dores desta guerra nos ajudem a colocar foco total na principal razão pela qual o nosso país deva e possa existir no planeta terra. Paz, alimento, meio ambiente e prosperidade humana. Brasil, o único país do mundo feito de gente de todos os países do mundo e que tem nome de árvore.

Enquanto isso, no Salão Internacional da Agricultura de Paris o ponto diferente neste ano foi a presença das mulheres como protagonistas bem sucedidas no comando das novas fazendas modernas da França. Já representam 25% no comando das propriedades francesas. E aqui no Brasil seguimos o mesmo caminho.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

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Conversei com o ex-ministro Roberto Rodrigues sobre seu artigo no Estadão de domingo passado (13), página B4, Economia, cujo título é Nuvens, a chuva que devia chover e não choveu.
The “friendly and fraternal” meeting between Trump and Putin in Alaska may not end the war, or, if it does, it might mean a surrender by Ukraine. However, it averts another risk that would be terrible for Brazil: the threat of Trump imposing a 100% tariff on all who keep business with Russia.
Imagine if Brazil were unable to supply around 112 million tons of soybeans to China in the 2025/26 cycle, while the United States Department of Agriculture (USDA) projects only 47 million tons “if all goes well” for them.
Estou ao lado de Roberto Rodrigues, grande líder do agronegócio, com uma série de postos ocupados no mundo, e hoje é professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e recentemente foi convocado pela COP-30 para ser o organizador, o sponsor, uma coordenação da voz do agronegócio para a COP-30.
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