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DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Renata Miranda diz que vamos dobrar o agro de tamanho antes de 12 anos: Conservação & inovação!

Publicado em 02/08/2023

TCAI
Renata Miranda, secretária de Inovação do MAPA

O nosso Agroconsciente tem tratado muito sobre a importância da ciência, da tecnologia, da inovação sem o que não iremos ao futuro. E eu estou hoje, aqui em Brasília, exatamente na Secretaria de Inovação do Ministério de Agricultura (MAPA) com Renata Miranda. Ela é a secretária de Inovação e com ela eu quero ouvir as principais ações, atitudes e estratégias da Secretaria de Inovação do Governo brasileiro.

“Nós plantamos o futuro agora para colhermos o futuro, temos de plantar agora. E eu tenho um grande prazer em dizer que o agro brasileiro é feito de inovação e aqui nesta secretaria nós temos a honra de não somente sustentar esse alto nível de inovação, mas como de promover a inovação. E aqui nós promovemos a inovação em várias frentes. Eu falo que nós temos de trabalhar dentro da fronteira, ou seja, que nós temos de extrapolar o agronegócio e o Brasil. Então quando falamos de inovação aqui nós estamos falando desde inovação genética para aumentar a performance, para aumentar a resiliência dos sistemas produtivos, aumentar a base da biodiversidade para nós termos mais opções de negócios no Brasil. Então nós estamos falando de bioenergia, bioinsumos. Por outro lado eu estou trazendo a meteorologia, a climatologia, essa inteligência de dados dentro da fronteira. Você vê que o clima não é agro, o clima extrapola o agro, só que quando você traz a dimensão de interpretação do território, você muda toda a performance, você diminui os riscos da agricultura. Então estamos trabalhando nesses lados da fronteira do conhecimento. Ao mesmo tempo aplicamos isso no território e estamos trabalhando com toda a parte de mudança no clima. Então nós somos esse grande promotor de boas notícias da agricultura sustentável, mitigando. Então estamos trabalhando com a agricultura de baixo carbono, produtos que descarbonizam, produtos que conservam e protegem o meio ambiente. Estamos trabalhando com eficiência produtiva elevadíssima com a performance de duas, três safras e com isso produzindo muito mais em muito menos território e reafirmando o compromisso que o ministro vem falando que é o da recuperação de áreas degradadas, porque nós temos áreas que podem aumentar nossa performance produtiva sem precisar de um hectare, um pé de árvore e assumindo o nosso compromisso com o reflorestamento porque sabemos que grande parte desse equilíbrio, que é necessário para a agricultura e acabamos de falar de clima, depende dessa conservação. É a convivência da produção com a conservação. E por fim eu falo que a parte central, o cerne do nosso trabalho, é que comuniquemos melhor o produto brasileiro. O produto brasileiro tem uma alta performance de produção, mas também ele traz não só essa segurança de investimento, mas uma segurança climática e uma segurança energética, porque afinal de contas somos o maior produtor de biocombustível do mundo. Então é muita inovação”.

Essa coisa fantástica de poder reunir energia, com alimento, com meio ambiente, com programas agroflorestais. O país, de fato, é extraordinário. Você acredita que podemos dobrar esse agro de tamanho em 10, 12 anos. Qual o teu sentimento?

“Eu não tenho dúvida nenhuma, mas eu coloco a minha aposta em tempo muito menor, porque hoje com o trabalho que a gente vem fazendo de mapeamento das áreas que estão disponíveis com alta aptidão agrícola e com financiamento externo que o ministro está trazendo e que os dois grandes pilares para nós aumentarmos a nossa performance hoje estão em crédito, dinheiro, ou seja, investimento no agro, e assistência técnica. Claro que o terceiro grande pilar que começa a nossa conversa é ciência e inovação e isso nós temos todo o sistema nacional de pesquisa agropecuária em uma referência a Embrapa, estão aí trabalhando e nós temos uma vitrine tecnológica imensa. Nós precisamos pegar e incorporar isso no sistema produtivo, o pequeno ou o grande tem de ter acesso a essa tecnologia e precisamos de crédito e assistência técnica. Eu aposto em tempo menor”.

Bela aposta. Líderes do setor fiquem ligados! Eu também acho. Vamos dobrar o agro de tamanho e a secretária de Inovação, Renata Miranda, está achando que vai ser em menos de 12 anos. Tomara que sim, o Brasil é maravilhoso!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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Somos potência para dobrar de tamanho em tudo. E principalmente onde já possuímos ativos concretos, conhecimento, inteligência humana, e exemplos honestos e legítimos. Nos últimos 50 anos o que passamos a chamar de “agronegócio”, um sistema envolvendo a agropecuária com a ciência, insumos, mecanização, indústria, agregando valor, comércio e todo setor de serviços passou a representar 27,4% do PIB nacional. Esta conta hoje é “contada” pelo Cepea/Esalq. Portanto, em um PIB total brasileiro de US$ 1.92 tri em 2022, o agronegócio representou US$ 526 bilhões.
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