CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - São Paulo 470 anos, Santos 478 anos, duas cidades fundamentais para o agronegócio. Feliz aniversário!

Publicado em 26/01/2024

Porto Santos

Celebramos nesta semana o aniversário de duas cidades que fizeram o desenvolvimento do agronegócio brasileiro desde a virada do século 19 para o século 20. Onde ocorreu o plano de valorização do café brasileiro e foi criado um plano e executado esse plano de logística do transporte ferroviário, do Porto de exportação de Santos e da criação de uma elite do comércio do café com o mundo na famosa Rua XV, na cidade de Santos, com a bolsa do café. E hoje celebra a cidade de Santos seus 478 anos valendo ainda o registro de que foram os comerciantes do café em Santos que também fundaram o Santos Futebol Clube, isso em 14 de abril de 1912.

Agora no século XXI, o Porto de Santos significa quase 30% de toda corrente comercial do Brasil, e no ano de 2023 bateu todos os recordes de embarques do agronegócio, com os principais produtos, soja em grão crescendo quase 18% sobre 2022, o milho chegando a mais 40%, e açúcar mais 7% em 2023 sobre 2022. Os sucos cítricos cresceram na casa de 8%. O Porto de Santos é conhecido como o maior Porto do mundo em café, açúcar e suco cítrico. Também o Porto de Santos se destaca pela recepção dos fertilizantes essenciais para a agricultura brasileira. E o principal destino do Porto de Santos, cerca de 1/3 das transações, foram para a China. O movimento das cargas supera o valor de US$ 110 bilhões de dólares.

O movimento total do Porto de Santos em 2023 foi recorde, atingindo 173,3 milhões de toneladas, quase 7% maior do que em 2022, com os embarques crescendo cerca de 10% em 2023. Soja e açúcar foram os reis do Porto santista, ao lado dos conteiners. E o presidente da autoridade portuária de Santos, Anderson Pomini, declarou: “o resultado demonstra que há espaço para crescimento da operação no Porto de Santos, com planejamento e organização, se mantém como principal Porto do país. “Enquanto isso os velhos assuntos de privatização do Porto, da construção do túnel Santos Guarujá, dos investimentos na infraestrutura no entorno do Porto incluindo a necessidade constante e permanente de dragagem do canal, por exemplo, estão sempre no foco dos debates políticos público-privado. A autoridade portuária informa que uma série de obras estão previstas na casa de R$ 7 bilhões já agora em 2024.

Mas em grande síntese, a cidade de São Paulo, a capital da capital do agronegócio, como o engenheiro agrônomo Luiz Antônio Pinazza diz, onde temos os bancos, sede das indústrias, da bolsa, Ceagesp, sede de entidades e associações, sindicatos, o setor educacional, pesquisa, comércio e serviços – o grande antes e pós-porteira das fazendas; ao lado da cidade de Santos, o maior Porto do agronegócio da América Latina, sem dúvida, feliz aniversário. 470 anos da cidade de São Paulo, ontem 25 de janeiro, e nesta sexta-feira, 26 de janeiro, 478 anos da minha cidade de Santos. São ambas, muito mais agro do que todos os seus habitantes pensavam ser.

E políticos, por favor, deixem o Porto de Santos livre para ser o maior e mais moderno do mundo. Para dobrar o agro de tamanho precisaremos disso.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.


 

Também pode interessar

Estou aqui em um momento muito importante, interessante, no Rio Grande do Sul, interior, Passo Fundo, na sede da maior empresa de biodiesel do país e curiosamente nascida de um empreendedor Erasmo Battistella que tinha um posto de gasolina e deste posto ele criou a Be8 que hoje está abrindo portas e está vendendo biodiesel para a população suíça.
Agora em novembro no Egito vai ocorrer a COP27, na Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O ministro Marcos Montes está correto, uma posição conjunta do continente americano seria obviamente o ideal.
O agronegócio não pode parar. O transporte não pode parar. Comento no programa de hoje sobre a marcha da sensatez e a importância de que tenhamos a escolha de extraordinárias pessoas para o Ministério da Agricultura do novo governo, para a construção de um agronegócio que dobre de tamanho e que deixe o caminho aberto para dobrar de tamanho nos próximos 04 - 05 ... 06 anos.
Mesmo em meio a uma pandemia, a presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas (Abia), Grazielle Parenti, disse: “temos muito orgulho que a indústria de alimentos conseguiu cumprir o seu papel de abastecer o país e o mercado internacional. Os resultados de 2020 mostraram a resiliência do setor, e nos fortalece para os novos desafios a serem enfrentados em 2021”.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite