CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Transição energética, a jornada para dobrar o agro de tamanho

Publicado em 06/03/2024

Divulgação
Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8.

Estou no Rio Grande do Sul, na Expodireto Cotrijal, uma feira extraordinária, aqui do Rio Grande para o Brasil e estou com o Erasmo Carlos Battistella que é um líder pioneiro no mundo do biocombustível. Ele é o CEO, presidente da Be8, que é a maior produtora hoje de biocombustível do país.

E o Erasmo fez uma apresentação muito importante aqui sobre o momento presente para o futuro, essa transição energética que, de fato, o biocombustível representa e o Brasil tem um potencial gigantesco. Perguntei a ele como está a situação atual dos biocombustíveis e ele me respondeu:

“Nós temos tido um avanço dos biocombustíveis aqui no Brasil. Hoje o Brasil é o segundo maior produtor de biocombustível do mundo, somente atrás dos Estados Unidos. Claro que aqui no Brasil nós temos o destaque para o etanol e temos o destaque para o biodiesel que esse mês de março, inclusive, aumentamos a mistura de 12% para 14%. E aqui no Brasil nós temos uma expectativa muito grande que é a aprovação do Projeto de Lei Combustível do Futuro. Isso é muito importante porque vai introduzir na matriz energética brasileira, o SAF, que é o bioquerosene para a aviação e o diesel verde. São, no mínimo, dois novos biocombustíveis que o Brasil deverá produzir e utilizar a partir de 2027”.

Questionei Erasmo se o biocombustível tem um benefício para a saúde humana e ele disse:

“Tem um benefício direto. Vários estudos demonstram que quando aumentamos o teor de biocombustível na gasolina, nós melhoramos a qualidade do ar e, consequentemente, nós reduzimos os problemas respiratórios e, consequentemente, o Governo precisa investir menos em saúde pública. Então os biocombustíveis são muito bons para o agronegócio, mas são excelentes para a saúde de quem vive nos grandes centros, principalmente em São Paulo”.

Temos no Brasil uma produção de pouco mais de 300 milhões de toneladas de grão e temos falado sempre que o Brasil pode dobrar de tamanho, vai dobrar de tamanho e tem um plano de transformação de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, onde não se faz nada, em cultivos. Perguntei então ao Erasmo se esse plano associado à produção do biocombustível tem um campo de oportunidades e ele me respondeu:

“Com certeza. Eu acredito que o Brasil tem um grande patrimônio a ser bem trabalhado no que são essas áreas degradadas. E explico o meu ponto de vista. Primeiro, obviamente, parte desses 40 milhões vão ser recomposição de florestas nativas ou locais para recompor alguns biomas, mas nós acreditamos que em torno de 25 a 30 milhões de hectares são áreas que podem ser utilizadas para produção de alimentos e de matérias-primas para a energias renováveis, em especial os biocombustíveis, que vão ajudar muito na transição energética. Então eu acho que o Brasil tem uma grande oportunidade de ampliar sua produção, ganhar mercado no exterior e melhorar muito a economia brasileira”.

Ganhar mercado exterior, ou seja, é uma cadeia produtiva que vamos para o mundo com ela, confirmei com Erasmo.

“Sim, é uma cadeia produtiva e nós mesmosexportamos os biocombustíveis há 11 anos, já. O ano passado conseguimos entrar no mercado americano e, se nós utilizarmos bem parte dessas áreas degradadas, certamente vamos ter mais competitividade e o mundo é um grande demandador de biocombustível e em especial, o SAF, o bioquerosene para a aviação. O mundo todo vai precisar usar a partir de 2027”.

Finalizei pedindo ao Erasmo para dar um recado aos empresários de São Paulo e ele disse:

“Aos amigos empresários e da Avenida Paulista, por favor, invistam em empresas de biocombustíveis, certamente elas serão o futuro certo do nosso Brasil e da América Latina”.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

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