CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Eldorado/Estadão - Uma crise nunca vem só, agora o clima traz graves prejuízos no agro brasileiro

Publicado em 30/07/2021

gratis.png
Geada prejudica plantações no Brasil.

Da safra que finaliza agora já estamos perdendo cerca de 12 milhões de toneladas de milho em função da estiagem do ano passado que atrasou o plantio da safrinha e 12 milhões de toneladas de grãos para dar uma ideia dessa dimensão equivale ao tamanho de toda uma safra de arroz no país.

A consequência disso é custos no ovo, leite, suíno, aves e em todo setor de ração, inclua nisso a comida do seu pet. Inflação. Em seguida a estiagem, tivemos uma frente fria em junho e outra neste exato instante, cuja dimensão só poderemos avaliar depois desta noite, e desta semana.

Mas os prejuízos estão aí. No café com prejuízos já registrado no sul de Minas, considerados os piores desde 1994. A Epamig estima até 30% da área com danos. Devemos ter 4 milhões a menos de sacas de café. E cidades declarando calamidade pública. Em contrapartida o preço do café subiu 10% na bolsa de Chicago e no Brasil superou R$ 1 mil uma saca de 60 quilos.

Cana de açúcar da mesma forma foi prejudicada pela estiagem e agora pela geada. Afetará etanol. Em Altinópolis, por exemplo, já se estima prejuízo de 30% nas lavouras. Citros, citricultura também virá com prejuízos e hortifruticultura já apontando 15% de áreas com danos.

E isso tudo ainda significa pastos prejudicados, prejuízo no leite, na pecuária. E para a próxima safra? Vamos plantar mais, porém sob crise hídrica, impossível uma previsão de uma safra maior do que a atual, ou não, nos grãos, nas lavouras perenes, café, laranja dura mais tempo a reposição.

Agora, a curto prazo, só nos resta à São Pedro rezar, para não piorar. Precisamos, além de pacificação no governo, governança da sociedade civil organizada, racionalidade e planejamento estratégico. Vamos rezar para o azar espantar.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

Reforma tributária começou e no agronegócio muita atenção é solicitada pelas lideranças, pela Confederação Nacional da Agricultura, pelo Senar, pelas federações, na administração e eu conversei com a Dra. Adriana Bandeira de Mello, diretora de uma organização de mulheres tributárias, Tax & Women e diretora da Anefac – Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade.
Surge em um evento em São Paulo, onde o presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), Lívio Giosa, após a apresentação do estudo em 27 países e nos estados brasileiros da percepção existente nas populações sobre a menção ao Brasil como país criou o movimento “Marca Brasil”.
Na semana passada acompanhei Alysson Paolinelli a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde se desenvolve uma agropecuária com as mesmas características dos biomas brasileiros, Cerrado, Pantanal e Amazônico. Um evento extraordinário da Totalpec.
Não teremos mais chances de realizarmos nos próximos 40 anos o que o Brasil conseguiu realizar nos últimos sem uma sólida coesão dos interesses estratégicos combinados e coesos entre as organizações do setor privado com a governança do estado brasileiro.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite