CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Nunca o Brasil precisou tanto do espírito cooperativista como agora

Publicado em 13/02/2021

Cooperação exige confiança e, sem dúvida, a ótima liderança. No agro as cooperativas brasileiras têm crescido a dois dígitos em meio à crise, enfrentado gigantescos grupos empresariais e mostrado que com cooperação e democracia venceremos em qualquer situação.

Nesta semana destacamos duas cooperativas emblemáticas do Brasil para apontar seu sucesso. Os destaques vieram no jornal Valor Econômico. A primeira, o Sistema Aurora uma brilhante intercooperação no Sul. A Aurora, com seu presidente Neivor Canton. Prestem atenção, a receita bruta da Aurora cresceu 33%. Repito, a receita cresceu 33%, atingindo RS$ 14,6 bilhões.

Na reunião de todas as cooperativas do Sistema Aurora atingimos cerca de RS$ 31,5 bilhões. A China significou 40% do faturamento vindo do exterior. E o genial, dos cerca de RS$ 1,3 bilhão, a metade será distribuída entre seus cooperados, com 67 mil famílias.

O outro espetáculo cooperativista vem de Campo Mourão, Paraná, onde José Aroldo Gallassini, presidente do conselho da Coamo informa que o faturamento da cooperativa em 2020 foi RS$ 20 bilhões, e que isso superou em 43% o ano de 2019. Da mesma forma, cerca de 30 mil associados. A assembleia já aprovou investimentos para 2021.

Duas cooperativas brasileiras, uma central, a Aurora com 11 cooperativas afiliadas, e a Coamo a maior do país. O Brasil precisa olhar para o cooperativismo, como o melhor modelo de negócios para o desenvolvimento de inúmeras regiões pobres do país.

Precisamos de muito mais cooperação, da filosofia cooperativista. E onde tem uma boa cooperativa, liderada nos padrões corretos da governança, ali tem os melhores índices de desenvolvimento humano da nação. Nunca precisamos tanto das cooperativas e do cooperativismo como agora, no nosso Brasil.

José Luiz Tejon para Cabeça de Líder.

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Com a escalada de zonas de influências e o acirramento dos conflitos o agro brasileiro, que se tornou um gigante do lado de dentro das porteiras, com impactos efetivos na segurança alimentar dos blocos China asiático, Índia, Rússia, leste europeu, Oriente Médio, Europa e continente latino americano, temos pés frágeis fora da porteira das fazendas, por exemplo, na estrutura logística, cara e não competitiva, e também na importação de fertilizantes.
Ontem (22), na Cúpula do Clima nos Estados Unidos, vimos em primeiro lugar uma retomada dos Estados Unidos, o maior país do mundo, de um projeto de liderança global.
Elcio Guimarães, Head of Embrapa Rice and Beans, Depositing Rice and Bean Cultivars in the Seed Vault. Returning to Brazil after the International Agricultural Show in Paris, meetings with Terroir in Spain, and discussions on cooperativism in Portugal, I can’t help but notice that some are still sowing the seeds of conflict amid the commercial war and rearmament in Europe.
Mr.Edmar Bacha  has concluded: “What we failed to do, was put our economy on a path of sustained growth. Brazil has been slipping. I think – says Edmar, renowned economist and one of the creators of the Real Plan – that Brazil keeps having a growth problem”, so we need to provoke and disturb, through the media, a government meeting which goes far beyond polarisation, hands down given with academia and business people, so that we have a national growth plan, integrating government and agribusiness people, concerning that these will be the  unique ones to drive Brasilian GDP growth.”
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