CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Agro Brasil 50, anúncio vital para o agro nacional! Prof. Dr. Roberto Rodrigues.

Publicado em 08/09/2025

Divulgação
Roberto Rodrigues, enviado especial da agricultura para a COP-30

Estou no 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes e conversei com o Dr. Roberto Rodrigues, que palestrou na abertura do evento, e é professor emérito da FGV e enviado especial da agricultura para a COP-30 e ele falou sobre a importância dos fertilizantes, mas tem algo importantíssimo que é um plano que está sendo elaborado com a Fundação Getúlio Vargas, um plano do futuro onde ele me disse:

“Nós temos olhado muito a história do agro brasileiro e é muito claro que as coisas acontecem aqui por acaso ou por que o produtor rural é vigoroso, a tecnologia apareceu, foi incorporada pelo produtor ou as políticas públicas foram implantadas ao longo do tempo, mas não houve nunca uma estratégia determinada. Por exemplo, a soja, quando eu me formei em Piracicaba há 60 anos, tinha 400 hectares de soja só, hoje tem 48 milhões de hectares. Quem planejou isso? Ninguém, foi acontecendo, tecnologia, gente nova e tal, mas se a China resolver plantar 10 milhões de hectares de soja na África? Como é que faz? Então tem de olhar o futuro. Conversando com o pessoal da FGV resolvemos montar um projeto que se chama Agro Brasil 50 é um estudo daqui até 2050, nesses próximos 25 anos, quem, no mundo, vai produzir o quê de agricultura, quem no mundo vai consumir o quê de produtos agrícolas. A ideia é examinar 40 países, os mais importantes em população e consumo e de produção agropecuária também para olhar esse horizonte com critérios técnicos rigorosos considerando terra, água disponíveis, mudanças climáticas eventualmente, disponibilidade de sementes, fertilizantes, defensivos, insumos agrícolas de maneira geral, mudança de hábitos alimentares, envelhecimento e urbanização da população, e todos os sistemas que determinam ações de consumo em termos planetários. E com isso ter um panorama muito claro do que vai acontecer ao longo desse tempo. Com esses dados claros, você vai ter uma estratégia aqui no Brasil. Vamos produzir mais soja? Não vamos produzir mais palmito. Vamos ter mais cereja? Não, vamos produzir mais feijão. Então você tem uma ideia do que o mundo vai consumir mais e de quem vai estar produzindo isso ou não, sem ser no supermercado. Esse é o projeto. A ideia é estudar isso com bastante rigor, inclusive ouvindo os adidos agrícolas, são 48 no mundo inteiro que nós criamos lá atrás para que eles vejam em seus países de base quais são as tendências possíveis e inclusive a academia toda trabalhando com os governos de fora, ouvindo a FAO, por exemplo, que tem bastante informação e ter esse panorama geral ao longo dos próximos 25 anos. A ideia é ter números tantos que quem quiser fazer uma consultoria em cima disso pode fazer”.

Muito bem Roberto Rodrigues é um visionário e daqui há 25 anos, esse plano pronto, com certeza ele estará assinando esse documento a ser entregue ao país. Parabéns.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

Também pode interessar

“Bad Beat” é o nome que se dá nos jogos de cassino a um erro do jogador. Trump é empresário de cassinos e fez uma jogada errada por ignorar o complexo agroindustrial de agribusiness, fundamento criado em Harvard (academia que Trump também não entende) e que gerou a expressão agronegócio no Brasil.
One day I spoke with the late King Pelé and told him that Brazil needed to produce much more food. "We're importing food, Pelé! I work for a corn seed company, and if Brazilian farmers could achieve the same level of excellence in corn production that our Soccer champions display on the field, we could double the country's corn productivity." I told him. It was 1982, and Pelé accepted the challenge.
Franke Hobold, CEO da Plasson no Brasil, ressaltou o crescimento da empresa em 2025, 43%, do setor também, mas alertou para a administração dos ciclos dentro do agronegócio.
O acordo União Europeia e Mercosul não foi assinado e uma nova proposta de postergação ficou combinada. Quatro países da União Europeia, em meio a 27, não aceitaram. A França, Itália, Hungria, Polônia. Fortemente oposição na França com manifestações nas ruas, conflitos com a polícia dos agricultores exigindo proteção e quero dizer que não existe nada no mundo mais protegido do que os agricultores europeus, com subsídios gigantescos e brutais e, de verdade, eles estão sendo manipulados por polarizações políticas porque quem mais precisa hoje desse acordo é exatamente a União Europeia como afirmou o ministro da Espanha, o de Portugal e é o pensamento de 23 dentre 27 países.
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite