CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Gaúchos arrozeiros: guerreiros heróis do agro brasileiro!

Publicado em 17/11/2025

Divulgação
A situação dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul está num nível tenebroso de sofrimento.

A situação dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul está num nível tenebroso de sofrimento.  Perguntei a uma experiente comerciante gaúcha de arroz que me desse a sensação existente hoje no setor gaúcho, e ela respondeu: “plantando desanimadamente, reduzindo custos que vão comprometer a qualidade do grão na próxima colheita. Muitos produtores vêm se arrastando com problemas de outras safras com a enchente. Alguns sem capital para necessidades básicas e até para manter a família”. Assim se expressou uma experiente comerciante do arroz  no Rio Grande do Sul.

O preço da saca de 50 kg do arroz está hoje em R$ 50,00 e o custo de produção para quase o dobro, na casa de R$ 90,00. O Rio Grande do Sul significa praticamente 70% do abastecimento do arroz no Brasil. E já foi alvo no período da Covid de declarações insanas de setores do governo propondo naquela época o lançamento de uma embalagem com a marca do governo importando arroz mais barato, o que foi alvo de comentários nossos à época aqui sobre essa insanidade. .

A Abiarroz – Associação Brasileira da Indústria do Arroz, a Federarroz – Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, a Farsul – Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul,  o IRGA – Instituto Rio Grandense de Arroz, e projetos como Brazilian Rice ao lado da Apex são iniciativas realizadas pelo agronegócio do arroz buscando aumentar o consumo, exportar mais.

Acompanho essa cultura há muitos anos e observamos o fenômeno de que quando cresce a renda do consumidor cai o consumo do arroz. Iniciativas de comunicação são necessárias como a recente campanha da Abiarroz: arroz combina. .

A CONAB estima uma produção de 11,4 milhões de toneladas,  cerca de 10% menor do que na safra anterior. E deveremos exportar cerca de 2,1 milhões de toneladas para o exterior em função dos preços baixos.

Nos Estados Unidos a associação de produtores de arroz há anos desenvolve campanhas promovendo a volta do arroz ao centro dos pratos, não nas suas bordas.

Esse nobre cereal ao lado do feijão são dois produtos de extraordinário valor nutricional, com receitas ótimas de sabor, e com potencial nos negócios das exportações do país, e merecem maior segurança para quem planta e maior valor consciente para quem consome. Um caso justo de um agroconsciente, precisamos de campanhas publicitárias que façam justiça a estes nobres cereais e com engajamento dos supermercados brasileiros.

Em paralelo a isso novos usos do arroz estão em andamento como no biodiesel e no etanol compondo ao lado do trigo, do sorgo e do milho alternativas em biocombustíveis e também no mercado do carbono.

Porém no Rio Grande do Sul, sob uma tecnologia sofisticada de produção de arroz, com altos custos, numa sequência de 5 anos de tragédias climáticas de estiagens, e uma  inundação, de fato arroz e gente gaúcha representam uma prova de guerreiras, guerreiros e verdadeiros heróis do agro brasileiro.

Gaúchas, gaúchos arrozeiros guerreiros, heróis do agro brasileiro.


José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

 

Também pode interessar

Nesta segunda-feira (9) estou participando do Fórum Internacional da Agropecuária, em Cuiabá, reunindo líderes mundiais onde uma carta do Fórum será escrita, lida e apresentada ao final do dia, endereçada ao encontro dos ministros da agricultura do G-20 Agro no Mato Grosso.
O jornalista Lourival Sant’Anna no Estadão deste domingo (30/11 - A19) escreve um artigo excelente: “Hora de pensar no interesse nacional”, e no seu texto destaca aspectos vitais para a segurança do agronegócio brasileiro.
Estamos no Salão Internacional de Agricultura de Paris. Um mega evento no parque de exposições de lá “Porte de Versailles”. E aqui ocorre um total foco político da França, e um verdadeiro “l’amour pour agriculture”. O presidente Macron declarou apoio total aos agricultores franceses e criou um tema emblemático: “pour une souverainete alimentaire”. Por uma soberania alimentar.
Treze setores, 13 entidades representativas, bons exemplos que nos inspiram para uma sinfonia agro brasileira , se tocarmos juntos: uma maestria. Vamos dar uma passada pelas entidades que reúnem esse alfabeto do A do abacate ao Z do zebu e tirar conclusões sobre 2025 e expectativas futuras
© 2026 José Luiz Tejon Megido. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por RMSite