CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Integração e biocompetitividade brasileira, solução mundial!

Publicado em 04/03/2026

Divulgação
Tejon ao lado de Francisco Maturro, presidente da Rede ilpf.

Estou aqui em um evento extraordinário no Instituto Biológico que é sobre o tema Integração e o mundo da biotecnologia e biocompetitividade. Esse evento tem como um dos idealizadores, Francisco Maturro, que é presidente da Rede ilpf. Momento do planeta de incertezas e riscos, a importância dessa visão espetacular de uma agricultura resiliente, sustentável, ilpf.

Perguntei ao Maturro a importância disso para o Brasil e ele me respondeu: “Nós temos no Brasil cerca de 160 milhões de hectares de pastagens com algum nível de degradação. Toda pastagem tem algum nível de degradação. E é sobre essas áreas que nós estamos trabalhando. Isso é a solução brasileira para o agro tropical. O agro tropical de qualquer parte do planeta é possível aplicar. O Brasil certamente está muito avançado nesse sistema, é um projeto da Embrapa que a iniciativa privada assumiu para o desenvolvimento. Esse sistema faz rende de curto, médio e longo prazo para o produtor. O que manda mesmo é que esse projeto, esse programa, deixa resultado financeiro, melhora a vida das pessoas, preserva o meio ambiente e faz receita. Sem receita ninguém vai ficar no campo. E é uma receita que demanda tecnologia, que pode absorver mais tecnologia ainda e continuar abastecendo o nosso mercado”.

Francisco Maturro que tem uma história extraordinária e foi secretário de Agricultura e teve outras missões fantásticas. Contei a ele que estou chegando de u ma viagem pela Europa, e contei a ele que na França ouvi de agricultores que vieram ao Brasil e aprenderam conosco agricultura resiliente, porque fazemos aqui agricultura onde era impossível. A importância desse modelo ilpf para o mundo. Perguntei ao Maturro se nós, realmente, podemos ser o modelo de agricultura resiliente, sustentável que vai prevalecer no planeta e ele me disse:

“É um pouco de sonho porque o mundo é marcado por diferenças, muitas vezes por subsídios, por outras coisas, ou políticas protecionistas, mas esse é o modelo para o mundo. Os sistemas integrados de produção não é a palavra de ordem, é a solução para a alimentação do mundo. Não tem outra forma de fazer. A diferença é que esse sistema a agricultura trabalha o ano todo e tem renda o ano todo e despesa o ano todo e é um sistema retroalimentar. Ele vai se retroalimentando gerando, inclusive, resíduos da mais alta importância. Nós estamos em um país de clima tropical onde a cobertura de solo é absolutamente necessária. E aqui nós fazemos isso e pode ser aplicada em qualquer lugar do mundo como disse agora o professor Neymar: para cada caso, é um caso. Dá para pegar essa experiência nossa e aplicar em países de clima temperado que em grande parte do tempo fica coberto por neve”.

Perfeito, Francisco Maturro parabéns pelo seu trabalho e esse da integração lavoura, pecuária e floresta é para todos os tipos e tamanhos de propriedade, desde agriculturas familiares pequenas até grandes extensões e, de fato, eu visualizo que essa experiência brasileira agrotropical quando olhada de uma ótica além de visões ideológicas, políticas, etc, que beleza isso significa para o planeta.

Obrigado Brasil aqui para os nossos ouvintes do Agroconsciente!

“Obrigado Brasil e obrigado aos produtores, ao suor dessa gente que se dedica 24 horas por dia, não tem domingo, não tem feriado, não tem dia parado, trabalha todos os dias porque o agro não para. O agro está sempre em movimento. Porque nós nos alimentamos todos os dias. Venham para o sistema integrado de produção”.

Obrigado. Biocompetitividade, um nome maravilhoso, brasileiro para o mundo.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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