CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Na marcha da insensatez de Trump segurança agronacional é fertilizante

Publicado em 15/09/2025

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A Marcha da Insensatez, de Troia ao Vietnã.

O livro A Marcha da Insensatez, de Bárbara W. Tuchman, aborda a autossabotagem de governos a suas próprias nações de Tróia ao Vietnã. E Donald Trump seria, sem dúvida, um capítulo riquíssimo na marcha da insensatez. Então, no agronacional, onde 85% dos fertilizantes são originados de importações, hora de estratégia emergencial já.

Guerras comerciais, incertezas geopolíticas e ameaças de super tarifaços para quem comprar da Rússia obrigam o agro brasileiro para uma estratégia imediata na redução da nossa inaceitável dependência de importações. Numa era Trump a única certeza é a certeza algorítmica da sua insensatez.

No Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), na FIESP, um tema vital é fundamental para o agronegócio hoje é do futuro estará em debate por especialistas e setores público e privado.

Se trata da nossa brutal dependência de importação de fertilizantes para um agronegócio que tem a perspectiva de dobrar de tamanho nos próximos 12 anos e que não pode depender das instabilidades geopolíticas para este insumo essencial. Além de segurança de nutrição de plantas e solos há também o aspecto dos custos voláteis com as guerras comerciais e instabilidade das moedas.

Hoje estarão reunidos sob a presidência de Jacyr Costa do Cosag, o deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o João José Pietro Flavio, coordenador do ramo agropecuário da OCB; Cleber Oliveira Soares, secretário executivo adjunto do MAPA; Eduardo de Souza Monteiro, presidente da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA); senadora Tereza Cristina (PPMS); Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa e Ricardo Tortorella, diretor executivo da ANDA.

O çenário da produção nacional de fertilizantes no Brasil de 2025 a 2030 será mostrado por José Carlos Polidoro, assessor do Mapa e o maior especialista em fertilizantes do país. Ações e estratégias para aumentarmos a produção nacional serão reveladas.

Setores empresariais presentes estarão debatendo neste painel como Eduardo Ferrari Marrey da BrasilAgro; Cleiton Gauer do IMEA; Guilherme Schmitz da Yara e do Sinprifert; e Marcelo Silvestre da Galvani.

No painel 2 teremos apresentação do PROFERT, atração de investimentos para o setor de fertilizantes no país, e o projeto de lei.

O senador Laercio Oliveira (PP-SE), autor do projeto de lei, irá discorrer e contará com os debates de Rodrigo Santana, co-fundador da Atlas Agro e do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

E no painel 3 o Profert e as contribuições dos bioinsumos com Christiane Oliveira Amancio, chefe geral da Embrapa Agrobiologia.

Sem dúvida, o foco e as atenções voltadas a este tema são fundamentais para qualquer planejamento estratégico do agro brasileiro e também para termos êxito em planos de comunicação, pois sem adubar e com segurança e custos podemos falar, mas não conseguiremos entregar.

Elias Lima, presidente do Conselho Nacional das Indústrias de Matérias Primas para Fertilizantes – Sinprifert; Roberto Levrero, presidente da Abisolo e Roberto Betancourt, diretor do departamento de agronegócio da FIESP irão concluir e sintetizar todas as ações deste dia no Cosag FIESP.

Foco no que é vital, planejamento estratégico e comunicação é a missão dos legítimos líderes do agro doravante num mundo crítico, polarizado e pleno de incertezas. Pensar Brasil como tão bem recomendou o embaixador Rubens Barbosa e Plano Agro 50 como da mesma forma enfatizou Roberto Rodrigues.

Com mais adubo nacional plantando dá, como o saudoso Fernando Penteado Cardoso falava da sua tradicional Manah, e com custo competitivo vai dar mais ainda.

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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