CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Rádio Eldorado/Estadão - Pacto dos fertilizantes é agora ou já!

Publicado em 16/03/2026

Divulgação
Foi firmado um pacto que objetiva já neste ano diminuir a dependência brasileira para as importações de fertilizantes

Se tivermos mais três meses de guerra e obstrução dos fluxos dos fertilizantes no Oriente Médio teremos gravíssimas consequências para o país.

Na Casa Civil, no dia 11/2/2026, ocorreu uma reunião emblemática com todos os líderes presidentes de empresas do setor com seis ministérios, o Confert - Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas com a Embrapa, BNDES, FINEP, Petrobras, ANDA/Sinprifert, onde foi firmado um pacto que objetiva já neste ano diminuir a dependência brasileira para as importações e o Brasil mira num novo mercado de fertilizantes sustentáveis que chegará a US$ 80 bilhões em 2032 no mundo.

Este pacto também objetiva que o Brasil se transforme em líder mundial em soluções tecnológicas dessa nova indústria, baseado em bioinsumos, novas fontes de fertilizantes fosfatados brasileiros, nitrogênio com amônia azul e verde e potássio carbono neutro. Nesse sentido foi criado o CEFENP – Centro de Excelência em Fertilizantes para termos autonomia tecnológica e liderança mundial no setor.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) contou com dois membros fundamentais para manter e persuadir demais ministérios durante todos os três anos do atual governo, e chegar hoje na Casa Civil permitindo que a presidência da república atue agora, em apoio ao CONFERT, e já com ações pragmáticas para este tema sem o qual o agro tropical brasileiro será perigosamente atingido: o secretário executivo do MAPA, Iraja de Rezende Lacerda, e o brasileiro cientista com uma das maiores competências mundiais na ciência dos solos, José Carlos Polidoro, foi chefe da Embrapa Solos por seis anos, uma série de contribuições ao país em várias iniciativas como secretário executivo do CONFERT em 2022/23, hoje no cargo de assessor de programas e projetos estratégicos na secretaria executiva do MAPA.

Importante citarmos nomes de brasileiros que não esmorecem, pois como disse Winston Churchill na 2ª Guerra Mundial: “nunca tantos deveram tanto a tão poucos”. Obrigado aos técnicos, equipe e liderança do MAPA mantendo fertilizantes como prioridade máxima no agro nacional.

Independente de qual venha a ser o novo governo, o agro precisa de um plano de estado brasileiro, onde poderíamos nos inspirar em Juscelino Kubitscheck, fazer 50 anos em 5, precisamos fazer 40 anos em 4 e isso só através de um plano de estado onde brasileiros comprometidos com a causa brasileira dos setores públicos e privados se reúnam para realizar agora e já o que tem que ser feito.

O palácio, a presidência da República está cuidando dessa agenda vital, apoiando o vice-presidente Geraldo Alckmin também ministro da Indústria, Comércio e Serviços com o CONFERT, o MAPA, a consciência absoluta da emergência ė sagrada, pois no mundo contemporâneo a palavra velocidade ė a diferença de todas as diferenças, a mudança de todas as mudanças. Políticas públicas e ideias concebidas há mais de 10, 20 anos, não podem esperar por uma gestação de tamanha demora e incompetências.

O agricultor brasileiro merece ter pelo menos segurança nos seus insumos fundamentais para produzir nas condições tropicais. Importante para produtores e para toda sociedade brasileira e para nossos clientes mundiais.

Parabéns MAPA pela consistência da priorização dos fertilizantes dentro do complexo governamental do país. Fazer agora, já. Sr. Presidente, não perca um dia na Casa Civil!

José Luiz Tejon para a Eldorado/Estadão.

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