Rádio Eldorado/Estadão - Roberto Rodrigues, estadista, um show estratégico
Publicado em 20/04/2026
Divulgação
Tejon com Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura
Para o jornal O Estado de S. Paulo (19/4 – B6) o professor emérito da FGV, agricultor, líder cooperativista internacional, foi ministro da Agricultura (2003/2006) nos oferece uma visão inspiradora para o sistema do agronegócio brasileiro e mundial, um posicionamento de um estadista que aborda um plano de estado além de governos e, ao mesmo tempo, nos dá o registro dos feitos nacionais únicos no mundo nos recentes últimos 50 anos como a superação da produção de alimentos, da bioenergia, matriz energética, e destaca que o papel do Brasil será o de ensinar a todos os países, principalmente da faixa tropical do planeta (tropical belt) a fazer o mesmo usando a tecnologia tropical sustentável que criamos de forma única aqui no Brasil.
E o que falta, foi a pergunta da jornalista Márcia Chiara? Uma estratégia ampla, pública e privada. Uma estratégia de estado envolvendo cinco grandes temas, a resposta de Roberto Rodrigues:
1 - “Tecnologia. Sem ciência não tem futuro. Necessário retomar fortes investimentos nessa plataforma brasileira para avançar no mundo inteiro.
2 - “Acordos comerciais que organizem as regras da oferta e da procura”.
3 - Logística e infraestrutura, com a interiorização a partir dos anos 70 e 80, o cerrado brasileiro, brasileiras e brasileiros foram para o centro do país, lá ė o Maracanã quando vai ser jogada a copa do mundo da alimentação, (mas o gol de placa já tem nome ė Roberto Rodrigues), um caldo de cultura, vigor híbrido humano, mas o trem não foi, a estrada não foi, o armazém não foi, falta a logística.
4 - Políticas públicas voltadas para a renda no campo. Não quero proteção como no mundo lá fora. E sim seguro rural. O seguro ė a base de um programa de renda efetivo no país. O governo precisa jogar subvenção ao prêmio.
5 - Missão do setor privado. Organização rural associativismo, sindical e a cooperativa. Hoje a doutrina cooperativista ė um instrumento com papel central no mundo inteiro.”
Portanto, que nos próximos cinco anos possamos fazer o que fizemos nos últimos 50 anos, lembrando heróis da nação como Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, que disse: “mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha pátria”, antes da sua execução em 21 de abril de 1792. Juscelino Kubitscheck criando Brasília, desvendando o cerrado, desafiando a estratégia de “fazer 50 anos em 5”.
Que a voz e a visão de brasileiros e mulheres brasileiras, como Roberto Rodrigues, possam nos fazer cair na real da obrigatoriedade de planos de estado, e de estratégias conjuntas e conjugadas, pois quando tratamos de agronegócio não existem soluções isoladas ou pontuais, muito menos polarizadas, pois ė obrigatório compreender que agronegócio se trata de um complexo sistêmico total, desde a ciência até o consumidor final, brasileiro e mundial. E com a originação agropecuária no centro dessa mesa energética, alimentar, tropical ambiental.
E sem dúvida precisamos de muita comunicação, e comunicação da boa, para o bem como essa entrevista de Roberto Rodrigues.
José Luiz Tejon para a Rádio Eldorado/Estadão.