CABEÇA
DE LÍDER

José Luiz Tejon

Agribusiness Plan: estratégia, marketing, vendas. O futuro está no presente.

Publicado em 09/10/2026

TCAI
Agribusiness Plan: estratégia, marketing, vendas.

Enquanto as fortes emoções tomam conta da nação precisamos do casamento da emoção com a razão, afinal a emoção movimenta, porém é a razão que orienta. O que nos trouxe até aqui no complexo do agronegócio (soma dos fatores do antes, dentro e pós-porteiras das fazendas) impulsionou o PIB do país com cerca de US$ 600 bi (análises Cepea Esalq) e, com certeza, se somarmos os efeitos indiretos poderíamos acrescentar outro tanto nas cadeias da indústria, governo, comércio e serviços no PIB total brasileiro.

O Brasil é um grande país e suas oportunidades superam seus obstáculos. Doravante o maior desafio dentre todos será a construção de um planejamento estratégico de estado e dentro dele de um “agribusiness Plan”, um plano de negócios de todas as cadeias e elos desse sistema voltado ao crescimento do mercado interno casado com acessos a todos os mercados mundiais.

Com essa construção criativa, a visão da estratégia (lideranças criadoras, incluindo executivos estadistas, tornando possível o imaginado impossível) creio fortemente que podemos almejar um salto no PIB do agronegócio brasileiro dobrando de tamanho nos próximos 12 anos, ultrapassando a meta do US$ trilhão.

Para que tenhamos maior certeza desse sonho virar realidade é decisivo uma orquestração em 2027 para um plano de negócios do agribusiness que aponte o que precisamos fazer, como fazer, quem vai fazer, por que fazer, quando começar a fazer e quando entregar, para quem fazer e para quem vender? E logicamente para que o sonho não vire apenas ilusão quem vai cada pedaço desse “Lego” desse “design estratégico” liderar, barreiras quebrar, e quais métricas e metas o irão acompanhar na administração?

Se você me chamar de otimista visualizando um “Agribusiness Plan” brasileiro trago como meu conselheiro Ariano Suassuna escritor paraibano que disse: “o otimista é um tolo, o pessimista um chato, sou um realista esperançoso”. Assim me defino e podemos extrair nas realidades concretas que nos trouxeram até aqui exemplos existentes dessas visões onde poucos acreditavam, mas graças a esses poucos realizamos no mundo a maior revolução criativa tropical, o agro brasileiro, maior exportador mundial sustentável e ambiental.

“Nunca tantos deveram tanto a tão poucos” (Churchill). Neste exato instante o país exige a convocação de seus melhores quadros humanos na ciência, academia, empreendedorismo, cooperativismo, mídia, na soma do público com o privado, na política. Hora das organizações da sociedade civil organizada estarem reunidas para aplicação do conhecimento avançado a serviço do que nosso país pode e precisa fazer para o próprio bem e para o bem do mundo.

Exemplos positivos podemos colher na história com criação de IAC’s, da Embrapa, com instituições educacionais premiadas e respeitadas no mundo, com cooperativas e intercooperação, com planos disruptivos como Proalcool, Renovabio, Algodão do Brasil, Indústria Brasileira da Árvore, Plano de Valorização do Café , a saga dos grãos no Cerrado, segmentos da fruticultura, o sucesso da proteína animal, citricultura campeã mundial, a fumicultura com integração, biocombustíveis, biogás, carbono, etc., as oportunidades desde o “A” do abacate ao “Z” do zebu são imensas sempre num olhar de cadeias produtivas reunindo os setores industriais, comerciais, serviços com a originação tropical agropecuária nacional.

Modelos inovadores como ILPF, exemplos de coordenação de cadeias ao lado dos supermercados do Brasil como ABCS (dobrando consumo per capita da carne suína), o renascimento do ovo. Temos mercados mundiais com segmentos e nichos para atuarmos, arroz, feijão, cacau, seringueiras, macaúba, todas as frutas incluindo os nossos “terroir” locais, IG, marcas regionais fomentando o agroturismo. Palma forrageira, um milagre nordestino da Empaern    empresa de pesquisa agro do estado do Rio Grande do Norte. Maravilha de pesquisa!

Temos um patrimônio potencial de imagem gigantesco como “Amazônia”, e pesquisas de percepção que mostram o valor da Marca Brasil no mundo: natureza, povo afetivo, turismo, agro. E sem esquecer das dependências de importações como trigo e fertilizantes. A ABIA, indústria de alimentos e bebidas, diz: “precisamos conquistar as gôndolas do mundo além de celeiros”, e eu acrescentaria, conquistar as mesas do mundo e o coração dos consumidores – Agrocidadania.

Desta forma o Brasil só não assumirá o papel do maior agro e turismo planetário se não reunirmos nossos melhores talentos para juntos construírmos um “Agribusiness Plan” agroconsciente.

Marketing e vendas são vitais na concepção de qualquer plano de negócios, pois se não considerarmos sonhos, desejos, necessidades e vontades humanas, muitas delas ainda não explícitas na consciência existente, perderemos tempo e não usufruiremos da mudança de todas as mudanças hoje: “velocidade e valor percebido”.

A curtíssimo prazo uma ação de publicidade e propaganda internacional dialogando com consumidores finais, a população dos mercados onde já atuamos é vital. O que já fazemos de bem feito precisa ser percebido enquanto nos organizamos para aperfeiçoar o que fazemos de bom e iniciar a fazer o que ainda não fazemos. A cultura brasileira embalaria de forma única e afetiva todos nossos produtos na marca da empatia.

O agribusiness brasileiro será do tamanho do Brasil e o Brasil do tamanho da soma do seu agro tropical ambiental. As nações do cinturão tropical do mundo uma nova geoestratégia também a ser visualizada, então, sem dúvida: “o futuro já está no presente”. Vamos fazer.

José Luiz Tejon para o Agroconsciente.

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