Agrizone, ótima ideia COP30, com show da Embrapa, de Roberto Rodrigues e lideranças agro brasileiras. Foi um marco positivo do país. Então temos aí a “tropicultura”. Conversei com o economista Paulo Rabello de Castro, que me enviou seu provocativo pensamento criando o conceito “tropicultura” com o exponencial sucesso do agronegócio brasileiro nos últimos 50 anos e os grandes desafios doravante.
A nova economia é formada por cadeias produtivas mundiais que estão além das fronteiras de cada país cada vez mais. Os Estados Unidos com um PIB na casa de US$ 30 trilhões, onde o complexo agroindustrial, seu agribusiness, movimenta mais de 20% do seu PIB, algo como US$ 7 trilhões, mais do que três vezes todo PIB brasileiro, é simplesmente impossível ser alimentado e suprido pela sua própria agropecuária, não apenas dos produtos agrícolas tropicais, mas também pelos que pode produzir nas suas fronteiras como citricultura, açúcares, carnes, produtos florestais e outros do A do abacate ao Z do Zucchini (abobrinha no italiano).
O tarifaço continua preocupando, o que está em 40%, principalmente o setor do café. Conversando com o Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café, a visão que tem é que mesmo andando positivamente as negociações do tarifaço no café do Brasil, 2026 será um ano que existirá para a recuperação de prejuízos.
A situação dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul está num nível tenebroso de sofrimento. Perguntei a uma experiente comerciante gaúcha de arroz que me desse a sensação existente hoje no setor gaúcho, e ela respondeu: “plantando desanimadamente, reduzindo custos que vão comprometer a qualidade do grão na próxima colheita. Muitos produtores vêm se arrastando com problemas de outras safras com a enchente. Alguns sem capital para necessidades básicas e até para manter a família”. Assim se expressou uma experiente comerciante do arroz no Rio Grande do Sul.
Conversei com a Marisete Belloli, gerente de Safras e Informações Agropecuárias da Conab do Estado de São Paulo com relação aos números da Safra 2025/26 e a informação que ela me deu é que nós teremos uma safra que continuará grande. O primeiro levantamento da Conab divulgado mês passado apontava 357,7 milhões de toneladas de grãos e a recente, publicada ontem (13), aponta um número de 354,8 milhões de toneladas de grãos, ou seja, praticamente batendo com a mesma previsão anterior, ou seja, continua estável em uma safra dentro do histórico brasileiro, uma safra grande mas que novamente, nós continuamos sempre pedindo muito um planejamento estratégico porque poderíamos ter uma maior tranquilidade no abastecimento e também nas ações internacionais.