Com a escalada de zonas de influências e o acirramento dos conflitos o agro brasileiro, que se tornou um gigante do lado de dentro das porteiras, com impactos efetivos na segurança alimentar dos blocos China asiático, Índia, Rússia, leste europeu, Oriente Médio, Europa e continente latino americano, temos pés frágeis fora da porteira das fazendas, por exemplo, na estrutura logística, cara e não competitiva, e também na importação de fertilizantes.
Uma coisa seria analisar a cota de importação de carne bovina determinada pela China a diversos países, antes de 3 de janeiro com o ataque de Trump a Venezuela. Seria simplesmente mais um exercício tarifário, num mercado, o chinês, onde o consumo per capita da carne bovina é de menos de 5 kg/habitante/ano comparada a nossa de 25 kg/hab./ano, por exemplo.
Feliz Ano Novo! Ano Novo, esperanças novas, mas que sejam realistas. O paraibano Ariano Suassuna, intelectual, antropólogo, filósofo, escritor escreveu uma ideia maravilhosa dentre muitas: “o otimista é um tolo, o pessimista um chato. Sou um realista esperançoso”.
Treze setores, 13 entidades representativas, bons exemplos que nos inspiram para uma sinfonia agro brasileira , se tocarmos juntos: uma maestria. Vamos dar uma passada pelas entidades que reúnem esse alfabeto do A do abacate ao Z do zebu e tirar conclusões sobre 2025 e expectativas futuras
Tivemos em 2025 setores crescentes, mas dois setores que terminam o ano de maneira muito sofrida: o arroz, que chegou a ser o assunto durante as enchentes do Rio Grande do Sul, se transformou em um produto com os preços inferiores ao custo dos agricultores. E o leite que é uma atividade que envolve mais de um milhão de propriedades no Brasil, fundamentalmente pequenas, muitas delas para o consumo próprio, mas com certeza cerca de 700 mil propriedades conectadas ao mercado do leite e o leite termina o ano com um custo por litro produzido no campo de R$ 2,30 e o preço obtido pelos produtores de R$ 2,08.