Sem diálogo entre os elos das cadeias produtivas não temos a gestão do agronegócio. Os agricultores são o elo vital para o sistema do agronegócio funcionar. Porém, são milhões e de um lado são os clientes dos insumos e da mecanização, onde a ciência e a tecnologia é realizada por corporações com elevado investimento de capital contadas em algumas centenas de empresas. E por outro lado são vendedores da sua produção para tradings, agroindústrias, supermercados que agregam valor, com distribuição e presença mundial, também contadas em algumas centenas de marcas.
Estive em São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais, num encontro da cooperativa de crédito Sicoob Credivass, conversando com seu presidente, Roberto Machado, o Beto, e ele me disse: “aqui todos são líderes”. Com isso estabelecia um compromisso maior de sentido de vida para todos os membros colaboradores dessa cooperativa que cresce a números extraordinários de 2 dígitos.
Estou em Medianeira, Paraná, ao lado de uma liderança importantíssima do cooperativismo brasileiro. Irineo da Costa Rodrigues é presidente da Lar Coop aque é a 2ª maior cooperativa do estado do Paraná, e que atua com produtos, aves, suínos, grãos para o mundo inteiro e esta cooperativa está fazendo agora 60 anos, são 14 mil cooperados, mais de 29 mil colaboradores e uma mensagem que eu gosto de trazer em nosso Agroconsciente na Rádio Eldorado para toda a população do Brasil.
Inteligência, boa vontade e trabalho é o grande sentido que o agronegócio brasileiro, o Agroconsciente precisa. Eu conversei com Claudia Calais, diretora executiva da Fundação Bunge, que atua há 65 anos realizando trabalho evolutivos e esse trabalho que agora registramos na região de Canarana, no Mato Grosso, na terra Xavante, ali em uma área de povos indígenas onde a Claudia me disse que o grande objetivo e o grande aprendizado no trabalho , em um reflorestamento que está sendo realizado é uma integração de um trabalho entre os povos indígenas com a agricultura familiar e a grande agricultura empresarial.
O New York Times fez uma matéria cujo título é: a última palavra indesejada nas corporações norte-americanas: ESG. Os CEOs estão refugando a utilização dessas três letras E.S.G., por entenderem que os esforços de ações conscientes são muito mais amplos do que um “acrônimo”.